<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576</id><updated>2011-11-27T16:07:32.906-08:00</updated><title type='text'>Banshee</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-8114418451773569666</id><published>2010-12-21T05:25:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T05:28:25.188-08:00</updated><title type='text'>Crônicas de uma Tupiniquim na Zoropa - A Magia do Natal Branco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/TRCrPizB4RI/AAAAAAAAANs/WtKP6cpMe5g/s1600/6acd7e76b76fcfa5da1bafe78ca5d1d5.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553126624075047186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/TRCrPizB4RI/AAAAAAAAANs/WtKP6cpMe5g/s320/6acd7e76b76fcfa5da1bafe78ca5d1d5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah o Natal nórdico! Quantos não foram os momento em que eu fechei os meus olhos ao assistir, e isso todas às mil vezes, “Esqueceram de Mim”; e me teletransportei mentalmente para os Estados Unidos ou qualquer país europeu que me presenteasse com um Natal alvo.&lt;br /&gt;Eu imaginava a neve branca, brilhando aos raios de um Sol vibrante. Lembrava-me dos filmes e desejava também poder usar um pullover vermelho e olhar a neve caindo levemente em cima do meu adorável boneco de neve, enquanto eu abria os meus presentes embaixo do meu pinheiro de verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu moro na Alemanha. Hoje eu sei como é o Natal nórdico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente! Os meus sonhos infantis tornaram-se realidade.&lt;br /&gt;Hoje eu tenho a oportunidade única de sair nas ruas amarronzadas pelos carros que jogam lama nas calçadas, de observar como as pessoas todas as manhãs passam mais de meia hora tentando esquentar os seus carros para ir trabalhar. Esperar mais dez minutos pelo ônibus que nunca vem, pois as condições climáticas não os permitem dirigir, e quando eles vêm estão abarrotados de pessoas que se dividiriam em dois ônibus, se eles chegassem em seus horários. Me encantar com a patinação artítstica dos pedestres semi-congelados que a passos incertos tentam chegar em seu destino. Ouvir a melodia das sirenes das ambulâncias que nunca dormem, pois sempre tem alguém que conseguiu quebrar a perna em mais um inverno. Levar o meu cachorro para passear às duas horas da tarde e não ver um palmo na frente do nariz, pois a nevasca é tão forte que faz com que os flocos de neve penetrem com violência nos olhos. Sentir saudades de um Sol que só dá as caras quando consegue driblar as nuvens gordas de gelo, mais ou menos uma vez por mês...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, é isso! O Natal nórdico! Sonho de tantos, pesadelo de muitos. Mas o mais importante nesta época do ano não é reclamar do tempo e sim comprar roupas e sapatos que te ajudem a sobrevivê-lo com todos os seus ossos no lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Feliz Natal&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-8114418451773569666?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/8114418451773569666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/12/cronicas-de-uma-tupiniquim-na-zoropa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8114418451773569666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8114418451773569666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/12/cronicas-de-uma-tupiniquim-na-zoropa.html' title='Crônicas de uma Tupiniquim na Zoropa - A Magia do Natal Branco'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/TRCrPizB4RI/AAAAAAAAANs/WtKP6cpMe5g/s72-c/6acd7e76b76fcfa5da1bafe78ca5d1d5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-7901388556862550078</id><published>2010-11-13T10:49:00.001-08:00</published><updated>2010-11-14T05:33:57.089-08:00</updated><title type='text'>Crônicas de uma Tupiniquim na Zoropa - Os trens da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.abendblatt.de/multimedia/archive/00262/s_bahn_HA_Bayern_St_262299c.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 459px; DISPLAY: block; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.abendblatt.de/multimedia/archive/00262/s_bahn_HA_Bayern_St_262299c.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho 1,60cm, escuto música francesa, estudo em Alemão e praguejo em Português. Sim, eu sei, eu sou um ser um tanto quanto estranho.&lt;br /&gt;Eu quase não tenho amigos brasileiros na minha Pátria Madrasta e vivo os meus dias como se eu fosse um deles, uma nativa. Igual àquela mamute de ‘A era do gelo 2’ que achava ser um gambá! Mas é necessário se integrar, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acredite ou não, um passo importante para a integração é aprender a andar de trem! Exatamante. O trem é o meio de transporte mais utilizado pelos alemães e eu, na minha fantasia romântica, pensei que iria viajar em algo como o “Expresso do Oriente”. Cabine para comer, beber, dormir... Bem, fui confrontada com a triste realidade de ter que viajar em trens que não tem nem banheiro! Tudo bem, foi realmente muito ingênuo da minha parte. Eles funcionam como ônibus mesmo. Mas sonhar não custa nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pior de tudo é ter que viver com a mais dura realidade ainda que, por mais que um país lhe pareça limpo, cheiroso e correto: gente é sempre gente! Eles são agoístas, frios e sem piedade. Na minha ingenuidade e generosidade extrangeira, eu demorei para perceber como funciona a briga pelos lugares no trem. Sim, porque esses também se acabam e se você não for esperto o suficiente, vai viajar em pé! Foi aí que eu vivenciei “a Guerra”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo de manhã eu percebo os olhares agressivos dos meus concorrentes sonolentos. Eu seguro o meu café forte e não tiro o olhar da placa eletrônica: 6 minutos, ela me diz. Eu bebo um gole do meu café e vou me posicionando, devagar para que os outros não percebam que a minha intenção é pegar um lugar na janela, na direção em que o trêm viaja. Sim, os assentos são de um de frente para o outro. Ainda há o perigo de viajar de costas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os assentos à janela são os mais indicados para aqueles que, como eu, tomam o seu café da manhã no trem: é sempre possível colocar o copo de papel sobre lixinho preso à janela e deixar as mãos livres para o seu pão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2 minutos, diz a placa. Eu observo aquela multidão de gente se aproximar. Lá vem ele, lá longe. Vermelho, rápido: o Trem! Eu empurro, discretamente, aqueles a minha volta, com o fone no ouvido, mas música desligada para não perder nenhuma respirada dos meus inimigos. O trem pára, as portas se abrem. Eu avisto um lugarzinho perfeito, vejo que alguém se aproxima, mas não desisto: eu sigo até o assento e me sento. Ah! Que lindo. A tranqüilidade do meu Café da Manhã está garantida por hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Infelizmente a situação nem sempre é essa. Todos nós perdemos uma batalha um dia. Eu me lembro que em um dia extressante e cansativo do início semana passada. Onde eu, com o guarda-chuvas quebrado, esperava pelo meu santo trem do final do dia, mas quando ele chegou, o terror. Lotado! Lotado! Lotado até o último vagão. As janelas embaçadas pelo pouco ar dividido entre centenas de entranhos que só querem voltar para casa. Aqueles que estão sentados evitam olhar para cima, para não encontrar o olhar triste e indgnado dos que não conseguiram um lugar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trem segue e você fica se perguntando como é que vai se mexer para deixar as pessoas saírem na próxima estação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, depois de muitos empurrões e caras feias, você chega na sua estação e vai para o seu lar, sem querer lembrar-se que hoje é segunda-feira e amanhã você precisa ir trabalhar, &lt;em&gt;de trem! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-7901388556862550078?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/7901388556862550078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/11/cronicas-de-uma-tupiniquim-na-zoropa-os.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/7901388556862550078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/7901388556862550078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/11/cronicas-de-uma-tupiniquim-na-zoropa-os.html' title='Crônicas de uma Tupiniquim na Zoropa - Os trens da vida'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-8213726403151463571</id><published>2010-04-22T11:25:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T11:28:41.323-07:00</updated><title type='text'>Final do Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S9CU9OzqPII/AAAAAAAAAL0/TOslNetDs7c/s1600/BuchCover+-+Kopie.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463030127668116610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S9CU9OzqPII/AAAAAAAAAL0/TOslNetDs7c/s320/BuchCover+-+Kopie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar era uma vasta sala cheia de prateleiras com livros, duas poltronas pretas de couro, aconchegantes, um sofá grande na mesma cor, uma mesa de centro em mogmo. Sobre o piso de madeira um tapete persa em marfim, uma lareira à direita. A grande escrivaninha de madeira ficava abaixo da janela, coberta com grossas cortinas cor de terra.&lt;br /&gt;Éamonn sentou-se em uma das macias poltronas. Parecia cansado.&lt;br /&gt;– E como vai a nossa menina? – perguntou o velho.&lt;br /&gt;– Em dúvida constante, Éamonn. – respondeu Iollan.&lt;br /&gt;– Natural. Já não era sem tempo! Cleona... – disse o velho se acomodando na poltrona – Iollan me mandou um informe avisando que você não quer contar a Brianna o que realmente aconteceu, mesmo depois de todos os anos em que ela vem sofrendo acreditando estar doente.&lt;br /&gt;– Prefiro que ela continue aqui.&lt;br /&gt;– Ora, me desculpe – disse Iollan. – Mas aqui não está em jogo o que você prefere! O combinado foi que ela voltaria quando estivesse pronta!&lt;br /&gt;– Mas ela não está pronta – disse Cleona quase numa súplica. – Éamonn, por favor... Ela não tem idéia de nada! Deixem-na viver aqui, em paz.&lt;br /&gt;– Brianna não está em paz! – cortou Iollan rispidamente – Éamonn, Brianna está inquieta e infeliz. Está perdida e solitária, tem direito de saber quem é, de onde veio e para que veio!&lt;br /&gt;– Onde ela está? – perguntou Éamonn, serenamente.&lt;br /&gt;– Cavalgando. – disse Cleona, secamente.&lt;br /&gt;– Com Pégasus, eu suponho – o velho soltou um riso. – Ele jamais se separou dela.&lt;br /&gt;– Éamonn – continuou Cleona – por favor, deixe-a aqui... Em paz conosco. Um dia ela esquece que não se encaixa. Vai viver bem.&lt;br /&gt;– Cleona – disse Éamonn com tranqüilidade – Brianna nunca vai se “encaixar”, como você diz. E até me admiro que ela nunca tenha pego um deslize de vocês dois!&lt;br /&gt;– Somos cuidadosos. – acrescentou Iollan.&lt;br /&gt;– Isso é bom, mas já basta. – continuou Éamonn – Cleona, será que você não entende o que está acontecendo? Banshee não é mais o que foi um dia. É necessário que Brianna volte aos seus!&lt;br /&gt;– Isso não!&lt;br /&gt;– Cleona! – persistiu Iollan. – Você mesma vive dizendo que adoraria voltar para Banshee definitivamente. Então, eis a nossa chance!&lt;br /&gt;– Mas isso não inclui colocar a minha menina à frente de um campo de batalha!&lt;br /&gt;– Entendo sua preocupação. – disse Éamonn. – Eu mesmo por várias vezes já pensei em tentar fazer com que o reino todo lutasse sem ela, e talvez até mesmo refazer o Triângulo de Poder sem a presença do sangue real, mas as coisas não funcionarão sem a rainha. Ela não é só a líder de uma guarda. E muitos só lutarão com Brianna à frente!&lt;br /&gt;– E Lugh? Para que serve o capitão da guarda senão para isso?&lt;br /&gt;– Lugh tentou, Cleona, mas nem todos o seguem! Sabe muito bem que Aine e Epona não permitirão que seus povos retornem aos campos de batalha sem antes conhecerem a rainha, e antes que ela as convença! E muito menos Hipólita... Você sabe o que aconteceu da outra vez.&lt;br /&gt;– Ele precisa conseguir, diga que a rainha não quer ir! Que não vai se acostumar!&lt;br /&gt;– Ora, Cleona, pare com isso! – disse Iollan.&lt;br /&gt;– Cleona – disse Éamonn – você acha realmente que um dia Brianna não vai perceber que você é um duende? Ou então que ela tem poderes mágicos que podem prejudicá-la no futuro? Brianna tem o direito de saber que é uma princesa e que seu povo depende de sua volta para continuar existindo!&lt;br /&gt;Brianna abriu a porta. Trazia uma expressão debochada em seus olhos.&lt;br /&gt;– Brianna! – exclamou Cleona.&lt;br /&gt;– Então é isso? Eu sou uma princesa? – disse ela, rindo. – Que maluquice é essa agora?&lt;br /&gt;– Não é maluquice. – tentou explicar Iollan.&lt;br /&gt;– Você não, Iollan! Eu quero saber quem é esse aí vestido para o Halloween. – ela continuava rindo.&lt;br /&gt;– Eu sou Éamonn, conselheiro da coroa há muitas décadas.&lt;br /&gt;– Há! – riu Brianna. – E o que você é? Um merlim?&lt;br /&gt;– Exato. – respondeu o velho, calmamente.&lt;br /&gt;Brianna ria.&lt;br /&gt;Éamonn não era exatamente a imagem de “merlim” que ela tinha na cabeça. Sempre imaginou que eles fossem brancos, de longas barbas e longos cabelos grisalhos, mas o conselheiro da coroa era negro e tinha barba e cabelos curtos.&lt;br /&gt;Ele sorria para ela com o olhar e era tão simpático que Brianna, por um momento, quase acreditou nele.&lt;br /&gt;– Que brincadeira é essa agora?&lt;br /&gt;– Não é brincadeira, querida – disse Cleona.&lt;br /&gt;– E o que é Banshee? Está no mapa, por acaso? – ela riu. – Olha… este ano a produção da minha festa está melhor do que eu imaginava.&lt;br /&gt;– Festa? Não, não... – o velho olhou para os tutores, confuso. – E, respondendo a sua pergunta, Banshee é um outro planeta, Brianna, não fica na Terra.&lt;br /&gt;– E vocês esperam que eu acredite nessa história ridícula? Agora eu sou uma alienígena? Mas eu não sou nem verde, nem tenho antenas! – disse ela, achando graça.&lt;br /&gt;– Entendo que para você seja difícil, – continuou Éamonn. – mas preciso que volte para lá. Banshee está precisando de sua rainha.&lt;br /&gt;– E essa rainha sou eu?&lt;br /&gt;– Isso.&lt;br /&gt;– Então, merlim, você está atrás da rainha errada... Eu nem sei do que vocês estão falando e não vou compactuar com essa loucura. Com licença, estou cansada – ela riu e disse, com humor: – E podem ficar tranqüilos… Eu vou fingir que não sei o tema da festa. – Brianna se virou, e antes que saísse, Éamonn falou.&lt;br /&gt;– Querida,... você nunca fez nada que tenha considerado impressionante? Nunca moveu nada de lugar? Nunca fez nada acontecer?&lt;br /&gt;Já havia acontecido. Várias vezes. Certa vez, no curso de Artes Plásticas, ela queria uma combinação de cor que não era possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ora, Brianna! – disse Anelise. – Não tem como!&lt;br /&gt;As jovens riam e Brianna não desistia.&lt;br /&gt;– Mas eu quero!&lt;br /&gt;Ela olhou fixamente para os potes de tinta, derramou uma de cor vermelha numa vasilha vazia, parecia querer que a coloração a respondesse com palavras. Respirou fundo e instintivamente falou.&lt;br /&gt;– Eu quero uma cor entre o roxo e o lilás que me dê um azulado delicado, quase imperceptível e que brilhe como um raio de sol!&lt;br /&gt;Brianna respirou fundo novamente; parecia tomada por uma força maior.&lt;br /&gt;– Nepunía Zentuntsalê!&lt;br /&gt;Anelise observava a amiga, que parecia não estar ali. Brianna olhava fixamente para o pote. Queria perguntar o que ela havia dito, mas não teve tempo, o vasilhame com a tinta começou a balançar, tremia como se estivesse em cima de uma máquina de lavar descontrolada. Um barulho seco como o de um tiro, quase inaudível, saiu do recipiente, junto com um brilho que quase cegou todos na sala, que imediatamente olharam para ela.&lt;br /&gt;– Fogo... – disse Anelise sem ação, segurando o maçarico para justificar aos outros o que havia acontecido.&lt;br /&gt;A turma voltou a olhar seus próprios trabalhos e as duas continuaram paradas olhando para aquilo.&lt;br /&gt;– Eu consegui! – disse Brianna rindo incrédula. – Você viu? É a cor que eu queria!&lt;br /&gt;– É... – Anelise olhava assustada para Brianna –. O que foi que você disse?&lt;br /&gt;Ela apresentava um comportamente estranho, parecia confusa.&lt;br /&gt;– Você está bem?&lt;br /&gt;– Claro que eu estou bem. – Brianna estava fascinada.&lt;br /&gt;– Mas eu… – Anelise quis falar algo, mas não disse. – Por que você disse aquilo?&lt;br /&gt;– Isso não importa, vamos testar!&lt;br /&gt;Brianna estava empolgada com o que acontecera; mal importava saber como aquela tinta vermelha tinha virado, sozinha, o tom de cor que ela queria. Pegou um pincel limpo, devagar lambuzou-o com a cor de beleza incomparável. Ela havia desenhado uma flor, uma que tinha para ela um significado forte e especial, mas que ela não sabia explicar qual era. A flor era conhecida na Terra flor-de-lis.&lt;br /&gt;Delicadamente pintou-a. Mais um acontecimento mágico: a flor tornou-se real, caiu da tela em sua mão. As amigas entreolharam-se.&lt;br /&gt;“É isso aí, gente. Até semana que vem.” – a voz da professora soou animada.&lt;br /&gt;Fim da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não quis falar sobre isso e nem sobre todas as outras coisas estranhas que aconteciam depois que ela desejava, ela preferiu acreditar que sonhara com elas.&lt;br /&gt;Agora temia que mais uma vez o seu cérebro lhe estivesse pregando uma peça.&lt;br /&gt;Haviam lhe dito que era princesa de um outro mundo, que tinha poderes mágicos e que seus empregados eram personagens de contos de fadas. O medo de que mais uma de suas alucinações estivesse invadindo sua cabeça novamente crescia.&lt;br /&gt;Brianna não aceitava que seus tutores estivessem brincando com sua doença. E quanto àquele merlim? Ela nem mesmo tinha certeza de que ele realmente estava ali.&lt;br /&gt;Antes que algum deles a alcançasse, ela saiu e montou Pégasus. A chuva não tinha retornado, o céu estava estrelado e a lua cheia brilhava, majestosa.&lt;br /&gt;Brianna chorava. Não aceitava que de repente sua esquizofrenia estivesse com força total, ela estava assustada com tudo aquilo, nunca sentiu ser tão real.&lt;br /&gt;Aconteciam coisas estranhas de fato, sempre, mas sabia que eram parte da sua doença e ela não deveria deixar-se levar. Porém, de certa forma, o nome Banshee lhe causara arrepios.&lt;br /&gt;Ela parou em um lago, atrás da mansão, onde a lua refletia e ela poderia, então, pensar. Olhava-se na água. Tentava, mas não via coerência naquilo, ela tomava seus remédios. O que havia dado errado?&lt;br /&gt;– Como? Como, Pégasus? Você acredita nisso? Eu? Uma aspirante à rainha, de um lugar perdido no Universo chamado Banshee! Uma guerreira que precisa unificar um reino como se fosse Joana D’arc! – ela suspirou. – Por que eles fizeram isso comigo? Cleona e Iollan sabem muito bem o quanto eu tenho lutado contra as minhas alucinações, agora me aparecem com essa! Eles devem ter preparado essa história para me assustar... Todo aniversário é isso, sempre uma brincadeira nova! Mas desta vez foi demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os aniversários de Brianna, os dois empregados preparavam uma surpresa estranha. Uma vez até mesmo desapareceram com seu carro e fingiram que havia sido roubado, simplesmente para que ela ficasse tempo o suficiente fora e não visse os convidados chegando.&lt;br /&gt;Eles cuidavam de tudo, todos os anos, para que as coisas não fossem tão chatas nem comuns e ela pudesse, por um momento, esquecer da família ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela encontrara a resposta para aquela conversa estranha: sua festa de aniversário, mas desta vez doía, eles mexeram com a sua doença, sua grande ferida.&lt;br /&gt;– Agora, quanto àquele merlim... – disse ela, rindo novamente – Um excelente ator!&lt;br /&gt;– Éamonn não é um ator, Brianna!&lt;br /&gt;A voz masculina era forte e aveludada.&lt;br /&gt;– Ué, mas quem?&lt;br /&gt;Brianna parou de fitar sua imagem no lago e olhou para trás, assustada, para encarar o dono da voz.&lt;br /&gt;– Quem falou? – ela já tremia.&lt;br /&gt;– Eu. – respondeu Pégasus.&lt;br /&gt;Brianna soltou um grito agudo ao ver a boca do cavalo se mexer, e quis correr.&lt;br /&gt;– Que diabos?!...&lt;br /&gt;Ela correu para um lado, ele a cercou. Ela chorava, em pânico. Não sabia o que fazer, estava completamente aterrorizada.&lt;br /&gt;– Brianna, escute.&lt;br /&gt;– Cala a boca! Você não é real! Eu sei que você não é real! – ela falava e a voz misturava-se a um pranto desesperado, e cada vez que tentava fugir, o cavalo fechava o caminho.&lt;br /&gt;O medo tomava conta dela, seu mundo girava, ela não conseguia entender o que estava acontecendo, sentiu falta de ar e tentou ignorar o cavalo, em vão.&lt;br /&gt;Brianna ajoelhou-se, colocou a cabeça entre as pernas e segurou-as com as mãos. Balançava-se como uma louca. Tampava os ouvidos. Tremia. Gritava. Tinha certeza de que era uma alucinação. Precisava acalmar-se, era só mais um ataque de sua doença, logo o seu cavalo seria o mesmo ou ela acordaria do pesadelo. Era só respirar fundo que o animal falante em sua mente iria embora, assim como todas as outras coisas sem sentido que ela criava em sua mente.&lt;br /&gt;Ela puxou do bolso do moleton uma caixa com seus remédios para emergência. As mãos tremiam, as lágrimas banhavam a face.&lt;br /&gt;– Brianna, por favor, não tome isso. Olhe pra mim... – ele pedia, penalizado.&lt;br /&gt;Ela gritava para não ouvir a voz bonita que saía de Pégasus.&lt;br /&gt;O corpo da moça inteiro chacoalhava. Ela não estava bem, podiam-se ouvir os soluços a muitos metros de distância. Estava apavorada, desejando que não estivesse acordada, e temendo seriamente ter aumentado o grau de sua esquizofrenia.&lt;br /&gt;Aquele era o pior pesadelo que já tivera em sua vida. Precisava sair dali, mas aquela aberração não a deixaria passar. O que ela faria? Pensou em gritar por socorro, mas ninguém a ouviria.&lt;br /&gt;O cavalo estava quieto. Era a sua chance. Ela correu. Depois pediria desculpas a ele, era um amigo sempre tão atencioso (embora não fosse pensante), mas naquele momento ela precisava fugir, antes que sua cabeça a prendesse de vez na insanidade.&lt;br /&gt;– Brianna! – o cavalo gritou. – Éamonn é conselheiro da coroa de Banshee há muitos anos... Foi conselheiro de sua mãe.&lt;br /&gt;Seu corpo estava ainda instável, mas ouvir falar de sua mãe mexia com seus sentimentos, tudo o que ela queria era ter a mãe por perto para conversar, aconselhá-la, e aquela alucinação citara sua mãe. E ainda que fosse num momento de fantasia, Brianna desejava saber dela, e com isso descobrir um pouco sobre si mesma. Ela respirou fundo. Voltou de costas a passos lentos, sem olhar para trás, na mesma posição que estava. Teve medo de olhar: não sabia se ouvira mesmo uma voz ou se a criara, mas era sobre sua mãe, e ela queria ouvir, mesmo que fosse unicamente para alimentar as suas ilusões.&lt;br /&gt;– Minha mãe?… – ela engoliu o choro. – Você conheceu a minha mãe? – perguntou, sem certeza de resposta e com medo que ela viesse de fato.&lt;br /&gt;– Claro! Sua mãe foi quem me mandou ficar na Terra com você e protegê-la.&lt;br /&gt;Ela virou-se devagar. Foi andando até o eqüino imóvel. Ela aproximava-se lentamente, receosa. Ainda tremia, respirava cada vez mais fundo para controlar-se. Aquele animal fora seu amigo a vida toda, não poderia ser mau. Era absurdo que ele falasse, mas quantas coisas absurdas não aconteciam com ela todos os dias? Ela o amava. Com a mão trêmula ela tocou a cara do cavalo e tirou imediatamente. Ele continuou sem se mexer. Ela tentou novamente.&lt;br /&gt;Brianna olhou profundamente dentro dos olhos do amigo. Com a outra mão limpava as lágrimas. Analisou bem aquele olhar, era o mesmo que sempre fora, a mesma sinceridade, a amizade, o conforto... Sim, era Pégasus, a mesma alma gentil, nobre e pura.&lt;br /&gt;– Eu não acredito em você. – disse ela, na defensiva. – Você é só uma alucinação.&lt;br /&gt;O cavalo suspirou.&lt;br /&gt;– Brianna… Escute o seu coração… Você sabe que eu sou real… Respire fundo.&lt;br /&gt;Com a mão na caixa de remédio, ela assim o fez.&lt;br /&gt;– Então você fala? – Brianna abaixou a cabeça confusa, tentando acalmar-se, ainda incerta.&lt;br /&gt;– Falo. E...&lt;br /&gt;O cavalo tirou as belas asas alvas com pontas douradas de dentro da pele.&lt;br /&gt;– Você voa! – ela foi até uma das asas e tocou-a, temerosa. Eram de verdade, saíam de dentro dele. – Você é um cavalo alado! Não posso acreditar! – a excitação de estar vivendo aquela fantasia deixou-a mais calma. – Isso deve ser um sonho… ou mais uma alucinação... Eu posso estar piorando! – ela voltava a ficar triste e confusa.&lt;br /&gt;Na escuridão, a silhueta de Éamonn começava a aparecer.&lt;br /&gt;– Imagino como deve estar confusa Brianna, mas seu povo precisa de você.&lt;br /&gt;– Até ontem eu nem sabia que era nobre e agora tenho um povo! – respondeu com ironia.&lt;br /&gt;– Seu medo justifica a sua hostilidade, filha.&lt;br /&gt;– Se eu sou tão importante assim... Por que então sobreviveram sem mim até agora? – perguntou ela, desconfiada.&lt;br /&gt;O merlim suspirou.&lt;br /&gt;– Cleona jamais deveria ter guardado isso por tanto tempo. Todos seremos prejudicados. Ela terá que ser punida.&lt;br /&gt;– Não. – interrompeu a jovem – Ela só quis me proteger.&lt;br /&gt;– Sei disso. Ela era amiga de sua mãe, sua babá desde que nasceu, mas isso não justifica ter tirado de você a responsabilidade que tem. E muito menos ter deixado que você acreditasse ser doente! Você não tem alucinações, Brianna, nunca teve.&lt;br /&gt;Brianna abaixou os olhos.&lt;br /&gt;– Eu sinto muito estar sendo tão vago, mas é melhor que você tome conhecimento dos fatos devagar. O motivo que levou a guerra à estourar em Banshee ainda ficará obscuro para você por algum tempo, se eu dissesse agora soaria ainda mais sem sentido – ele aproximou-se de Brianna, que o olhava desconfiada. – Quando viu que não tinha jeito, a rainha Eleanor achou melhor lhe mandar para a Terra, a fim de poupar sua vida até que pudesse retornar à Banshee. Tenho certeza de que as recomendações dela à Cleona não foram para mantê-la cega! Sua mãe era uma guerreira, não aceitaria que a herdeira de seu trono ficasse sem os treinamentos básicos até assumir o reino – ele olhou para Pégasus, demonstrando gratidão, e olhou novamente para a princesa. – Volto à Banshee agora. Espero vê-la amanhã, criança. – ele virou as costas. – Ah! Não leve nada, não vai precisar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-8213726403151463571?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/8213726403151463571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/04/final-do-capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8213726403151463571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8213726403151463571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/04/final-do-capitulo-1.html' title='Final do Capítulo 1'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S9CU9OzqPII/AAAAAAAAAL0/TOslNetDs7c/s72-c/BuchCover+-+Kopie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-5812995147053973278</id><published>2010-04-18T16:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T16:57:32.319-07:00</updated><title type='text'>Capitulo 1 (continuação)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S8ucSUWEUaI/AAAAAAAAALs/EsaNnpMKX40/s1600/BuchCover+-+Kopie.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461630811629703586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S8ucSUWEUaI/AAAAAAAAALs/EsaNnpMKX40/s320/BuchCover+-+Kopie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Lembrar daquele dia deixou Cleona em estado depressivo. Ela sabia que todos tinham razão, mas tinha medo de contar a verdade à moça: a vida em Banshee seria muito difícil. Ela limpou os olhos e concentrou-se nos afazeres.&lt;br /&gt;– Nós conversaremos depois. – disse Iollan, saindo da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brianna seguiu pelo corredor acarpetado. Entrou em seu quarto ricamente decorado com piso de madeira. Havia um tapete branco, felpudo aos pés de sua cama, um closet do lado esquerdo da porta de entrada, do lado direito uma escrivaninha de vidro com um laptop prateado desligado. Deixou a xícara de chá ali para esfriar um pouco. A cama larga ainda estava desfeita, sobre a mesma: lençóis de seda vermelhos e brancos, um edredon grosso e macio na mesma cor. Ao seu lado direito estava uma porta de vidro com acesso à uma grande sacada; as cortinas estavam abertas e presas à parede.&lt;br /&gt;A decoração era assim desde que era pequena, ela jamais a mudara. Cleona sempre dizia que a mãe a preparara pessoalmente.&lt;br /&gt;Brianna sentia-se bem melhor com a chuva que caía lá fora. Não estava com a mínima vontade de ouvir seus professores do curso de Artes falando sobre Picasso, Da Vinci ou quem quer que fosse.&lt;br /&gt;Entrou no closet vasto em sua decoração de madeira clara. Havia muitos sapatos organizados em prateleiras, bolsas em outras, gavetas repletas de roupas simples, meias e lingeries. Ela suspirou; quase não usava nada daquilo. Foi escolher o que vestir, não estava muito frio, a chuva repentina era refrescante, queria pôr alguma coisa que não a prendesse. Olhou suas araras repletas de roupas para todos os gostos e ocasiões. Não, ela decidiu. Abriu uma gaveta, pegou uma calça jeans, uma camiseta branca, um casaco de moletom bege e botas de montar. De frente para o espelho, que ia do teto ao chão, ela penteou os longos cabelos, amarrou-os a um rabo-de-cavalo. Por fim pegou um estojo de maquiagem. Ela estava parecendo um espectro, de fato. Passou gloss de cor cobre nos lábios e coloriu um pouco a face morena, porém pálida. Fez uma careta para si mesma.&lt;br /&gt;– Um pouco melhor.&lt;br /&gt;Ela pegou a xícara e encaminhou-se para sua sacada, acionou, ao lado da porta, ainda no interior do quarto, um mecanismo que fez um toldo branco de plástico resistente mover-se, descendo devagar. Engenhosamenete construído, possuía ferros que saíam da parede e abriam a cobertura.&lt;br /&gt;Brianna saiu, os cabelos balançavam ao vento. Tomava um chá quente, reconfortante. A chuva trazia a sensação de liberdade que ela tanto desejava ter para si o tempo todo. Pégasus relinchava lá embaixo, queria cavalgar. Brianna concordou.&lt;br /&gt;– Aonde pensa que vai? – disse Cleona, entrando no quarto com a bandeja do café da manhã.&lt;br /&gt;– Pégasus precisa cavalgar!&lt;br /&gt;– Com essa chuva? E onde ele está com a cabeça?&lt;br /&gt;Brianna sorriu.&lt;br /&gt;– Em cima do pescoço, onde mais? Ele é um cavalo, Cleona!&lt;br /&gt;– Muito engraçado.&lt;br /&gt;– Como você está? – perguntou a moça. – Espero que tenha me perdoado. Eu…&lt;br /&gt;– Eu estou bem. Não se preocupe. – disse a mulher, sorrindo. Cleona refletiu por alguns instantes. – Brianna,... já pensou na sua festa de aniversário? Está prestes a fazer vinte e um anos...&lt;br /&gt;– Vinte e um não são quinze, Cleona, por que festa?&lt;br /&gt;– Ora, você sabe que é tradicional na sua família a festa dos vinte e um anos. A maior idade. A data mais importante…&lt;br /&gt;– Ta aí! Mais uma coisa! O que mais? – Brianna parecia aborrecida. – É isso o que eu digo o tempo todo. Você sabe e não me fala!&lt;br /&gt;– Querida, você sabe que os seus pais...&lt;br /&gt;– Morreram! Sei, sei... E os outros? Eles não tinham pais ou irmãos? Eu não tenho primos, tios. Nada! Me explica o porquê de eu não achar ninguém!&lt;br /&gt;Cleona abaixou a cabeça. Não tinha o que dizer.&lt;br /&gt;– Sinto muito, Cleona. Você e Iollan são as únicas pessoas que tenho no mundo! Mas essa história toda está começando a me cansar.&lt;br /&gt;– Não fico triste por mim, Brianna, mas por seus pais. Não pense deles nada contrário a amor e dedicação... Você era tudo pra eles.&lt;br /&gt;– Eu sei. – Brianna envolveu Cleona nos braços e beijou sua testa.– Desculpe-me, Cleona. Às vezes só tento me encontrar, está bem?&lt;br /&gt;– Está certo.&lt;br /&gt;– Atrapalho? – perguntou Iollan, que entrava no quarto.&lt;br /&gt;– Não – respondeu Brianna, limpando as lágrimas dos olhos.&lt;br /&gt;– O que uma jovem com tanta beleza está fazendo com um rostinho tão triste? – perguntou Iollan querendo animá-la.&lt;br /&gt;– Nem é tanta assim... Será que vocês não entendem mesmo? –Brianna saiu do quarto, visivelmente chateada.&lt;br /&gt;– Não dá mais para esperar. Está na hora de contar a ela, Cleona.&lt;br /&gt;Brianna foi à cozinha e fez uma sacola de piquenique com pão, frutas e tudo mais que, provavelmente, iria comer ou beber durante o dia. Sem dúvidas não voltaria para o almoço. Iollan e Cleona sussurravam no sagão de entrada, ele gesticulava. Brianna olhou, disfarçadamente, pela porta da cozinha, mas não conseguia entender o que diziam.&lt;br /&gt;Pégasus apareceu na porta e relinchou. Brianna sorriu e pegou a sacola de comida.&lt;br /&gt;– Tchau pra vocês! – ela não esperou que eles respondessem, saiu para cavalgar.&lt;br /&gt;Um instinto estranho estava tomando conta de seu corpo. A água no rosto a fazia se sentir livre. As horas passavam rápido quando ela estava na companhia de seu cavalo; ele era para ela um pessoa, tinha olhos tão sinceros que pareciam de fato entender tudo o que ela dizia.&lt;br /&gt;A chuva tinha ido embora. Era possível ver o sol e este já tinha passado muito da linha central.&lt;br /&gt;A hora do almoço se fora há muito. Ela decidiu sentar-se embaixo de uma árvore próxima à um córrego d'água, soltou Pégasus para que ele pudesse pastar e matar a sede. Olhou em volta. Todo aquele espaço de terra pertencia à ela, aqueles lagos, aquelas árvores, aquela mansão. Respirou fundo. Sentia-se tão sozinha. A tarde caía com velocidade, o sol logo ia se pôr. Ela abriu a bolsa e montou seu piquenique; tinha rodado seus domínios e perdido a noção do tempo, mas agora estava com fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hall do casarão, Iollan e Cleona discutiam mais uma vez.&lt;br /&gt;– Cleona, está na hora sim! – insistia Iollan. – Aliás, a hora já passou há muito tempo!&lt;br /&gt;Ela não concordava com aquilo. Para ela nunca seria a hora. Não, ela não contaria.&lt;br /&gt;– Espere que ela chegue! – disse em tom irritado, para que ele parasse de falar.&lt;br /&gt;Nesse momento, um barulho. A grande porta de entrada abriu-se com violência.&lt;br /&gt;– Éamonn! – exclamaram os dois. O homem velho, alto, de barba grisalha aproximava-se; sua expressão bondosa e sábia tornou o lugar cheio de uma energia leve. Sem quaisquer palavras caminharam para o escritório. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-5812995147053973278?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/5812995147053973278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/04/capitulo-1-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5812995147053973278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5812995147053973278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/04/capitulo-1-continuacao.html' title='Capitulo 1 (continuação)'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S8ucSUWEUaI/AAAAAAAAALs/EsaNnpMKX40/s72-c/BuchCover+-+Kopie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-892268108643570642</id><published>2010-03-28T09:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T16:58:53.426-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S6-B98hfW0I/AAAAAAAAALU/edP3a1UqQ0U/s1600/BuchCover+-+Kopie.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453720574987557698" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S6-B98hfW0I/AAAAAAAAALU/edP3a1UqQ0U/s320/BuchCover+-+Kopie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olá galera.&lt;br /&gt;A minha vida tem dado muitas reviravoltas nesses últimos meses e as coisas não estão sendo fácil para mim. Por essas e outras "Banshee-Os Guardiões" ainda não está à venda.&lt;br /&gt;Para não decepcionar as pessoas que acreditam em mim e em minha obra, eu estou postando aqui mais um pedaço generoso do primeiro capítulo para vocês.&lt;br /&gt;Divirtam-se. (O início do capítulo está neste link: http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/informacoes-sobre-publicacao-de-banshee.html)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você o quê?! – perguntou Iollan, entrando na cozinha pela porta do jardim. Seus olhos fuzilaram Cleona. – Por quê?!&lt;br /&gt;– Porque durante toda a minha vida eu venho perguntando a vocês sobre mim!&lt;br /&gt;Brianna falava clara e pausadamente. Estava cansada e triste, como se aquela procura por si mesma estivesse sugando todas as suas energias.&lt;br /&gt;– Ninguém me explica. Por anos eu aceitei todas as suas desculpas… Mas, se vocês não perceberam, eu não sou mais uma criança, não desejo mais ter pais heróis, quero a verdade, seja lá o que for. A ausência de uma identidade me incomoda. Por isso eu decidi procurar um profissional, alguém que me ajudasse a encontrar algo sobre mim, algo que vocês sabem e me escondem! Alguém que me ajude a descobrir o porquê de eu ser tão rica já me aliviaria muito. Mas... ele não encontrou nada. Absolutamente nada! Miraculosamente eu não me encaixo em nenhuma árvore genealógica do meu sobrenome. Não há primos, tios, avós… Ninguém! Mas, como eu, por motivos óbvios, já imaginava, eu não nasci na Irlanda.&lt;br /&gt;– Como assim? – perguntou Cleona, demonstrando surpresa.&lt;br /&gt;Brianna perdeu a paciência.&lt;br /&gt;– Olhe para mim! – ela apontou para o cabelo, os olhos e a cor de pele em gestos, que, se não fossem em um momento crítico, seriam cômicos.&lt;br /&gt;– Você tem a pele clara…&lt;br /&gt;– Eu sou morena.&lt;br /&gt;– Morena clara…&lt;br /&gt;– Cleona!&lt;br /&gt;– Você pode ser uma mistura, hoje em dia todo mundo é misturado!&lt;br /&gt;– Já chequei. Depois disso eu mandei fazer uma busca na América do Sul. Só respostas negativas até agora. Me sobra ainda o sul da Europa… Mas isso pode demorar anos! Claro, isso considerando cor da pele e situações mais lógicas, porque eu posso ter vindo de qualquer lugar! E é humanamente impossível que eu não tenha nenhum parente, nem hoje nem ontem!&lt;br /&gt;Como os meus pais desapareceram no ar? Me diz... Onde está a tumba deles? Eu nem sei em que cemitério eles foram enterrados! Eu começo a me perguntar se há algo de errado com eles. Se foram traficantes, ou quem sabe nem morreram! Me abandonaram simplesmente!&lt;br /&gt;– Brianna, não é assim tão simples… – disse Cleona tentando explicar, já extremamente nervosa. O cerco se fechava.&lt;br /&gt;– Ah, não? – Brianna levantou-se. – Então me diga! Porque vocês são as únicas pessoas no mundo inteiro que podem me esclarecer essa história!&lt;br /&gt;– Eu…&lt;br /&gt;– Vamos lá, Cleona, fale! Eu não sei o porquê disso tudo! Você está vendo que essa coisa toda me destrói e não me diz nada!&lt;br /&gt;– Já disse… eu conheci sua mãe… ficamos amigas… Tudo aconteceu muito rápido!&lt;br /&gt;– Está vendo! É disso que eu estou falando! Você só usa essas palavras vazias, soltas no ar. Agora eu já nem sei mais! O que houve?! Eu fui seqüestrada, é isso? Você me pegou em algum lugar quando eu ainda era um bebê e existe uma mãe lá fora procurando pela filha desaparecida?&lt;br /&gt;– Páre com isso! – dizia Cleona aos prantos. – Eu só queria te proteger!&lt;br /&gt;– Me proteger de quê? O que pode ser mais cruel do que essa falta de informação? Se eu posso confiar em você, me fale a verdade!&lt;br /&gt;Cleona sentou-se em uma cadeira, pôs o rosto entre as mãos e começou a chorar. Os soluços soavam alto.&lt;br /&gt;Brianna olhou para Iollan, que assistira a tudo sem nada dizer, ele manteve-se calado, ignorando seu olhar sedento por respostas. Ela saiu enfurecida para o quarto.&lt;br /&gt;– Eu poderia ter te defendido, mas você mereceu. Eu sei o quanto você a ama, mas você mereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brianna estava arrasada. Levantou. Saiu da banheira desanimada, secou-se e vestiu um roupão branco, que estava em um cabideiro de ferro brilhante. Desceu. A escada a levaria a um saguão. O enorme lustre de cristal no hall não deixava dúvidas quanto à posição social daquela menina de vinte anos.&lt;br /&gt;A entrada da cozinha ficava embaixo da escada. Caminhou até lá, onde certamente encontraria seus tutores: Cleona e Iollan.&lt;br /&gt;Brianna era órfã desde que podia se lembrar, e sempre teve os dois empregados como sua família; por isso a briga com a mulher a machucara tanto.&lt;br /&gt;A cozinha espaçosa tinha uma decoração moderna, armários grandes, com muitas gavetas largas, um fogão com um sugar ao fim do balcão, que rodeava boa parte da cozinha, uma mesa de madeira escura para quatro pessoas ao fundo, próxima à grande janela e à porta que levava ao jardim.&lt;br /&gt;Cleona preparava chá de erva doce, que a moça tanto gostava.&lt;br /&gt;– Que horror! – exclamou Cleona ao ver a outra entrar na cozinha, evitando olha-la nos olhos. – Parece um fantasma!&lt;br /&gt;– Obrigada, agora me sinto bem melhor. – respondeu Brianna, com o humor que lhe era peculiar, buscando coragem para tocar novamente no assunto da noite anterior.&lt;br /&gt;Iollan entrou na cozinha pela porta do jardim.&lt;br /&gt;– Minha querida… Você está com cara de quem viu o monstro do armário! – disse ele, tentando amenizar o clima na cozinha. Brianna deu um sorriso amarelo.&lt;br /&gt;– É incrível a capacidade que vocês têm de fazer com que eu me anime! – andou até a geladeira, abriu-a, pegou uma maçã e mordeu.&lt;br /&gt;Brianna encostou na porta da geladeira e pousou seu olhar sobre Cleona. A mulher não a fitara em nenhum momento, Brianna estava incomodada e resolveu falar.&lt;br /&gt;– Você chorou a noite toda, não é mesmo?&lt;br /&gt;Cleona nada disse.&lt;br /&gt;– Cleona… Eu… Eu sinto muito. Não queria te machucar. Você tem sido minha mãe por todo esse tempo... – Brianna estava com os olhos cheios d’água. – Mas eu me sinto perdida. A minha vida é tão vazia. O que eu estou fazendo é absolutamente normal. Eu quero ser uma pessoa segura… Você sabe que eu vivo entre realidade e fantasia, lutando para que as minhas alucinações não me levem o juízo.&lt;br /&gt;– Você anda sonhando novamente? – perguntou Iollan, lançando um olhar indignado para Cleona.&lt;br /&gt;Brianna suspirou.&lt;br /&gt;– Às vezes. Eles não mudam, eu não sei mais o que fazer. Eu já não sei quando estou dormindo ou acordada. Tento me livrar dessas coisas, ocupar a minha mente. Tomo os meus remédios regularmente…&lt;br /&gt;– Você ainda toma? – perguntou Iollan cortando-a. – Eu ja falei…&lt;br /&gt;– É, eu sei… mas o Dr. Ackman me disse que eu estava fazendo grandes progressos. Por causa dos medicamentos eu não tenho sonhado com tanta freqüencia... – ela fez uma pausa. – O que eu quero dizer com tudo isso é que acredito que o meu problema é a minha identidade, ou a falta dela. Tenho certeza que a ausência do meu passado influencía. Se eu soubesse da minha história, quem os meus pais foram seria tudo diferente. Sei que eu posso lutar contra essa doença!&lt;br /&gt;– Nunca mais use essa palavra, Brianna! – disse Iollan, não contendo a pena. – Você não tem nada.&lt;br /&gt;Os olhos de Brianna brilharam com as lágrimas que trazia presas.&lt;br /&gt;A jovem caminhou entristecida até a porta do jardim, respirou fundo e olhou para o céu.&lt;br /&gt;– Por que é que não chove hoje? Eu precisava tanto que chovesse... – ela fixou o olhar no azul acima de sua cabeça, pareceu entrar em transe. – Namtú Êntí! – disse ela sem perceber. Voltou e sentou-se em uma cadeira. – Eu não quero mais ver essas criaturas estranhas. Eu não quero que elas povoem a minha cabeça. Eu quero ficar bem! – Brianna demonstrava fraqueza e imenso pesar. Cleona evitava o olhar de Iollan. Um barulho vindo do céu cortou o silêncio. O trovão veio inesperadamente. – É chuva! – disse Brianna sorrindo. – Inacreditável!&lt;br /&gt;A chuva caiu pesada, Brianna pegou o chá e correu para o telefone.&lt;br /&gt;– Até quando ela vai ficar controlando as coisas? – perguntou Cleona.&lt;br /&gt;Iollan balançou a cabeça negativamente para ela.&lt;br /&gt;Brianna subia a escadaria com o telefone sem fio na mão.&lt;br /&gt;– Alô? Anelise? Brianna. Você viu que chuva? Aquela aula ao ar livre com certeza não vai rolar. Tô ligando pra dizer que não vou à Universidade. Não, não tenho pesquisas pra fazer. Certo. Tchau.&lt;br /&gt;– Você entende agora? – disse Iollan irritado, quase num sussuro.&lt;br /&gt;Cleona debruçou-se na pia.&lt;br /&gt;– É isso que você quer? Que ela continue a achar que é doente? Ou, melhor ainda... – disse ele, com sarcasmo – Que ela acabe se perdendo em uma dessas viagens mentais e nunca mais volte? Você ainda se lembra do que aconteceu há um mês?&lt;br /&gt;A mulher estava calada, mergulhada em pensamentos. Claro que ela se lembrava. Aliás, jamais se esqueceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua brilhava, parecia ainda maior que o normal. Noites de lua cheia preocupavam Cleona, pois Brianna sempre demonstrava um comportamento estranho, agitado, entusiasmado. Já passara muitas noites ao lombo de Pégasus só para não ter que dormir enquanto a lua reinava. Mas não naquela noite; a moça estava cansada.&lt;br /&gt;A tutora passava pela porta do quarto de Brianna.&lt;br /&gt;– Eu não sei se devo ir… – pausa para insistência inaudível. – Cleona pode ficar preocupada. – pausa. – É mesmo necessário que eu vá?&lt;br /&gt;A mulher encostou o ouvido na porta. Brianna estava dormindo de fato; sua voz estava pesada, falava pausadamente.&lt;br /&gt;– Não… eu não posso ficar lá… Eu tenho coisas a fazer aqui… Como assim eu sou mais importante lá? – Brianna riu.&lt;br /&gt;Cleona não contentou-se e abriu a porta. A imagem que teve foi exatamente a que esperava. A janela estava aberta, a cortina voava com a brisa noturna, o brilho lunar atravessava o quarto. O foco de luz lilás fazia-se presente ao redor do corpo de Brianna, sem formas, apenas cor.&lt;br /&gt;– Cleona. – disse a voz jovem feminina. – Já não era sem tempo.&lt;br /&gt;– Deixem-na em paz.&lt;br /&gt;– Ela não está em paz. Ela conversa conosco. – continuava a voz firme, porém amável.&lt;br /&gt;– Há quanto tempo vocês voltaram a entrar nos sonhos dela? Sabem que ela está freqüentando consultórios de médicos humanos, porque acha que está perdendo o senso da realidade? Ela toma remédios!… tudo por causa dessas suas aparições!&lt;br /&gt;– A culpa não é nossa! – disse a voz, mais irritada. – Você parece ignorar completamente a importância de Brianna! Ela tem que voltar! As coisas estão muito piores. Precisamos fechar o Triângulo antes que seja tarde demais…&lt;br /&gt;– Eu direi a ela.&lt;br /&gt;– Claro que dirá… Mas, até lá, tudo estará perdido.&lt;br /&gt;O corpo de Brianna começou a levitar na cama.&lt;br /&gt;– O que você pensa que está fazendo, Eachna?!&lt;br /&gt;– Eu vou mostrar a ela o mundo de onde veio, o mundo para o qual precisa voltar!&lt;br /&gt;– Não vai!&lt;br /&gt;– Sim, eu vou. Estamos cansados das suas desculpas! Eu sinto muito, mas o pedido da rainha Eleanor terá de ser desrespeitado.&lt;br /&gt;– Deixem-na em paz! – disse Cleona, subindo na cama e puxando a moça de volta para o colchão.&lt;br /&gt;– Eu vou com ela… – disse Brianna, entre alucinação e realidade, ainda com os olhos fechados.&lt;br /&gt;– Não, você não vai!&lt;br /&gt;– Cleona, você não me deixa escolha!&lt;br /&gt;–Eu falo com ela.&lt;br /&gt;A luz lilás brilhante voltava a envolver Brianna. Cleona queria falar mais alto, ou gritar por ajuda, mas tinha medo que a jovem acordasse e visse, com os olhos abertos, o que estava acontecendo. Mas ela não acordaria, estava enfeitiçada e Cleona sabia.&lt;br /&gt;Ao ver o movimento e a claridade dentro do quarto de Brianna, Iollan decidiu ir até lá.&lt;br /&gt;– Iollan! – exclamou Cleona aliviada.&lt;br /&gt;– Eachna… É você?&lt;br /&gt;– Eu não costumo mudar a cor da minha luz, Iollan. – disse a voz, rindo amigavelmente.&lt;br /&gt;– Há quanto tempo está aqui? Volte antes que perca energia demais! – disse ele, preocupado.&lt;br /&gt;– Eu sou bem treinada, e, além do mais, é por uma boa causa.&lt;br /&gt;– Você não vai fazer o que eu acho que fará, ou vai?&lt;br /&gt;– Se você acha que eu vou levar Brianna até Banshee, está certo.&lt;br /&gt;Iollan olhou para Cleona. Ela já estava em lágrimas, abraçada à Brianna, que dormia profundamente.&lt;br /&gt;– Agora basta! – disse a voz.&lt;br /&gt;A luz envolveu Brianna mais uma vez e desceu-a para que pudesse deitar-se no colchão.&lt;br /&gt;A jovem sentou-se na cama, levantou-se e começou a andar em direção a janela.&lt;br /&gt;– Páre com isso, Eachna!&lt;br /&gt;– Você já foi avisada, Cleona – disse a luz.&lt;br /&gt;A moça continuou andando lentamente, repetindo: “Eu preciso ir.”&lt;br /&gt;Subitamente ela parou. Um brilho prateado saído das mãos esticadas de Iollan paralisou-a.&lt;br /&gt;– Iollan, deixe-a! Ela vai voltar para cá, eu só quero mostrar.&lt;br /&gt;– Eu sinto muito, Eachna. Mas não desta maneira! Brianna anda tendo muitos problemas, pessoas aqui tentam convencê-la de que ela está doente… Isso só pioraria o estado dela.&lt;br /&gt;– Vocês deixaram isso chegar longe demais!&lt;br /&gt;Brianna voltou a andar.&lt;br /&gt;– Eachna! – Iollan falava com mais autoridade. – Eu respeito muito a sua magia e os seus motivos. E embora eu ache que você esteja coberta de razão... – ele lançou o olhar para Cleona. – Eu tenho que pedir que a deixe. Esse não é um bom momento!&lt;br /&gt;A moça já estava perto da janela. Cleona tinha as mãos cruzadas, exibindo extrema tensão.&lt;br /&gt;– Certo… Se você acha melhor assim. Eu só espero que o susto tenha valido para alguma coisa. – a voz começou a soar preocupada. – Banshee e tudo mais está perto do fim. Impossível que você não sinta o coração doer por isso, Cleona.&lt;br /&gt;Ainda dormindo, Brianna começou a voltar para cama e deitou-se. A luz lilás desapareceu. Iollan lançou um olhar de reprovação para a duende.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-892268108643570642?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/892268108643570642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/03/capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/892268108643570642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/892268108643570642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/03/capitulo-1.html' title='Capítulo 1'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S6-B98hfW0I/AAAAAAAAALU/edP3a1UqQ0U/s72-c/BuchCover+-+Kopie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-9207428419435995035</id><published>2010-01-06T12:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T02:12:07.719-08:00</updated><title type='text'>Paulo Coelho, o Brasil e a Europa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S0TzbOrBr1I/AAAAAAAAALM/QyPmaWF-ZoI/s1600-h/1030Paolo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423727500381499218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S0TzbOrBr1I/AAAAAAAAALM/QyPmaWF-ZoI/s320/1030Paolo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como eu estou sem tempo para escrever para o blog, estou postando aqu um texto que eu escrevi pro blog Meia Palavra (do Fórum Meia Palavra: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.meiapalavra.com.br/index.php"&gt;&lt;strong&gt;http://www.meiapalavra.com.br/index.php&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;). Como eu acho que o assunto combina com o tema "preconceito" dos meu daqui e do meu livro, eu decidi trazer para cá. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto ao livro: Devido a problemas financeiros está tudo meio atrasado, mas eu peço paciência, porque ele vai sair. heheehehehee&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FELIZ 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu passei a minha vida inteira ouvindo as pessoas falarem mal das obras de Coelho. Fora os fiéis fãs do autor, me parece que todo o resto do país tende a não gostar de seus escritos. Mas jamais dei muita atenção para a popularidade, ou falta dela, do escritor no Brasil, até eu mudar de país.&lt;br /&gt;Assim como a maioria, eu sempre soube que os livros do brasileiro são muito lidos mundo a fora, principalmente na Europa. Quando cheguei à Alemanha, me pus a pesquisar sobre essa diferença de opiniões, e a coisa esquentou.&lt;br /&gt;Comecei a minha “jornada curiosa” nas minhas livrarias favoritas e na maior rede de livrarias por aqui. Todas elas, sem exceção, contaram-me sobre o enorme sucesso dos romances de Coelho e sobre suas vendas excelentes. Confesso que toda vez que ouvia frases como essa eu coçava a minha cabeça e tentava entender. Perguntava-me se a resposta estava na tradução.&lt;br /&gt;O meu interesse diminuiu e eu acabei esquecendo a temática, até que em uma conversa corriqueira na redação onde trabalhava, uma amiga alemã, que estudou Literatura e Teatro, me disse que Paulo Coelho era o seu escritor favorito. Aí vocês podem imaginar a minha confusão. Eu informei a ela sobre as críticas negativas que ele recebe no Brasil e ela ficou chocada.&lt;br /&gt;Quando pensei ter todo o material que eu precisava para este artigo, ouvi mais uma conversa intrigante: Uma amiga da minha faculdade estava contando, eufórica, que há poucas semanas havia comprado seis livros do Paulo Coelho e mal podia esperar para terminar todos; e disse: “ ‘Veronika decide morrer’ salvou a minha vida”. Entendam vocês que eu precisei interromper sua narrativa. A minha curiosidade falou mais alto que a minha educação. Eu mencionei à ela e às outras quatro, que suspiravam ao ouvir falar do livro, que seus romances não são exatamente benquistos no meu país.&lt;br /&gt;Ali eu percebi estar discutindo um problema cultural, e a pergunta que eu fiz a elas, farei aqui. Será que a intolerância brasileira para com os livros de Coelho tem a ver com a maneira como ele usa o idioma ou com os assuntos que ele aborda? Será que nós somos tão culturalmente forçados a aceitar uma única verdade que todas as outras são imediatamente descartadas? Eu não estou aqui defendendo ou criticando qualquer coisa, mas levantando uma questão que me interessa pessoalmente.&lt;br /&gt;Sei que uma grande percentagem de pessoas que lêem muito não se deixam levar por especulações religiosas ou pela mentalidade de suas crenças. Mas será mesmo que é a Literatura como arte e não a nossa cultura que não aceita as suas histórias? Naquele momento eu vi que os europeus pensam que sim. Uma outra amiga, que morou na Bolívia, disse entender perfeitamente porquê o povo brasileiro evita os livros de Paulo Coelho, pois por mais “avançada” que seja uma mente sulamericana, ela ainda vai carregar em suas entranhas os preconceitos cristãos.&lt;br /&gt;Se eu estava conversando com um bando de mulheres desesperadas, que precisam de palavras de auto-ajuda, ou se nós somos preconceituosos irremediáveis, não sei, mas fato é que Coelho é apedrejado no Brasil e adorado na Alemanha, se isso tem a ver com um deus único ou a falta dele, eu deixo em aberto. E se nós realmente levamos nossa cultura impregnada no sangue, eu continuo me perguntando... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-9207428419435995035?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/9207428419435995035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/01/paulo-coelho-o-brasil-e-europa_06.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/9207428419435995035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/9207428419435995035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2010/01/paulo-coelho-o-brasil-e-europa_06.html' title='Paulo Coelho, o Brasil e a Europa'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/S0TzbOrBr1I/AAAAAAAAALM/QyPmaWF-ZoI/s72-c/1030Paolo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-2331857432130797097</id><published>2009-11-23T12:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T14:26:22.018-08:00</updated><title type='text'>Preconceito à flor da pele</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Swr1SHeO_MI/AAAAAAAAAK8/zDyAehDa_qU/s1600/preconceito.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px; display: block; height: 307px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407403994204011714" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Swr1SHeO_MI/AAAAAAAAAK8/zDyAehDa_qU/s320/preconceito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema central do meu blog (e livro) não é uma coisa com a qual eu sou familiarizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou baixinha e isso me rendeu e ainda rende boas piadas e gracinhas, mas nada de absurdo ou cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo de eu falar sobre preconceito é por consederá-lo perigoso para a sociedade e até para a alma de um indivíduo. Mas chegou o momento onde eu precisei ser confrontada com ele para entender perfeitamente o quanto dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que não sabem, eu estudo Artes Cênicas na “Freie Schauspielschule Hamburg”, em Hamburgo, Alemanha, onde moro. Sim, eu sempre sonhei e ser atriz, o palco é minha casa e quem me conhece sabe disso, mas eu sempre escondi o sonho por medo do que os outros pensariam, como eles me tratariam; e por medo de ser um dia melhor que alguém, e por isso ser rejeitada pela sociedade. Acabei adiando o desejo de seguir carreira naquilo que amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu, por diversos motivos, decidi que me daria essa chance, que eu também tenho direito de ser feliz e que não importa o que os outros digam. Mas eu não estou mais em casa, não passo o dia todo falando o meu idioma. Tive que aprender alemão e essa não é a língua mais simples do mundo. Acreditem! Eu fiz o que pude, estudei com vontade, fiz questão de deixar o meu (santo) inglês de lado e só falar em “sopa de letrinhas”. Eu não estou há muito tempo aqui, três anos não é exatamente uma eternidade e eu ainda tenho sotaque. Os alemães que eu conheço me elogiam e até admiram pela rapidez e fluencia com as quais eu aprendi o idioma, mas isso não é o suficiente, não para todo mundo.&lt;br /&gt;Como eu disse eu estudo Artes Cênicas e tenho muitos professores, na maioria, logicamente, alemães, que são pessoas competentes, gentis e motivadas. E foi um dos meus professores favoritos que me machucou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que as aulas começaram eu estava empolgada com ele, um senhor de 85 anos que ainda trabalha na profissão, com tanta experiência que eu nem sei se um dia chegarei a ter. Ele trabalhou no Brasil, na Inglaterra, na Espanha e por aí vai, fala muitas línguas e se gaba das coisas que fez, com razão. Ele mesmo me elogiou no início, disse que era difícil ver alguém que conseguia falar alemão tão bem em tão pouco tempo, mas a reitora estava presente e ele precisou de algumas semanas para mostrar sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia nós presisamos decorar um texto e apresentar, a tarefa era somente dizer o texto para que os colegas conseguissem ter uma imagem na cabeça sobre aquilo que nós descrevemos, ou seja, era basicamente a qualidade da descrição que estava em jogo e nada mais. Bem, a peça foi escrita no século XVIII e todos temos problemas com a maneira como se falava em tempos que não são os nossos, mas eu, obviamente, tenho o meu sotaque, e isso foi o suficiente para que ele me humilhasse. Perguntou se eu sabia que dessa maneira eu não conseguirira nenhum papel. Claro que eu sabia, eu não sou idiota! Mas a maneira como ele disse me deu a sensação de que ele queria que eu não freqüentasse mais suas aulas. O mesmo aconteceu com a outra brasileira, ele chegou a perguntar a ele qual foi o monólogo que ela apresentou para ser aceita pela escola. Que outras escolas não aceitam alunos estrangeiros, mas a nossa faz, que era um absurdo. E naquele momento ele esqueceu que ele já foi estrangeiro no país dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei em desistir da escola, eu tive vontade de vomitar, de gritar e de brigar com ele. Quem ele pensa que é? Ele nos julgou antes de nos conhecer, antes de saber com que velocidade nós somos capazes de perder os nossos sotaques, porque a escola segue três anos e em três anos nós temos aula de fonética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a ficar issuportável, não queria mais deixar que eu subisse ao palco. Ele me deixou de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faculdade (aqui chamada simplesmente de escola ehehe) apoia a variedade de culturas no país e é muito orgulha de seus esudantes estrangeiros, portanto, qualquer forma de racismo é banido imediatamente. O professor foi demitido e nós, as humilhadas, ficamos com medo de que os outros estudantes fossem nos odiar, porque ele era um professor querido, bem, assim nós acreditávamos, eu até trabalhei mal no dia seguinte ao acontecido, com medo do julgamento dos colegas, mas o velhinho não era um “bom velhinho” afinal e já outras coisas do tipo já havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas tudo voltou as boas, o meu alemão melhora a cada dia e eu trabalho duro para que ele fique perfeito. Mas esse momento em que eu fui jogada de lado, impedida de mostrar do que eu sou capaz só porque alguém que não me conhece acha que eu não vou conseguir... Isso eu jamais esquecerei.&lt;br /&gt;E essa história eu vou guardar no coração para continuar no meu caminha para ser uma pessoa melhor e mais tolerante, porque nada dói mais que a dor do preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa semana a todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-2331857432130797097?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/2331857432130797097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/11/preconceito-flor-da-pele.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2331857432130797097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2331857432130797097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/11/preconceito-flor-da-pele.html' title='Preconceito à flor da pele'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Swr1SHeO_MI/AAAAAAAAAK8/zDyAehDa_qU/s72-c/preconceito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-8821371897643045231</id><published>2009-10-17T15:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T15:23:19.632-07:00</updated><title type='text'>A Virgindade e a Sociedade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/StpDvNG1IvI/AAAAAAAAAKQ/0FXyb3zM01A/s1600-h/HADAS%2520AIRE.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; DISPLAY: block; HEIGHT: 307px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393697981980812018" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/StpDvNG1IvI/AAAAAAAAAKQ/0FXyb3zM01A/s320/HADAS%2520AIRE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu passei um tempo desaparecida (agradeça à minha Faculdade), mas quando volto, volto com a corda toda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos não acreditariam em mim se eu dissesse que esse tema saiu do nada. E eles têm razão, saiu de alguma cosia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu estava assistindo “Shakespeare Apaixonado” (pela décima vez) e vi algumas cenas de sexo entre Shakespeare e sua Viola (que não eram casados. Desculpa pelo spoiler). A minha cabecinha, muito produtiva, fez uma observação: “Eles estão no século XV,” e depois uma pergunta “Mas a virginadade não era uma coisa incrivelmente valorizada naquela época?” A resposta foi: “...” Nada. Eu não consegui responder. Eu não sabia a resposta. Os meus dedinhos nervosos procuraram as teclas para pesquisar “Virgindade” no pai dos burros online: Google. Ele me entregou diversas frases contraditórias, como por exemplo: &lt;strong&gt;“A determinação da virgindade da mulher está fortemente correlacionada a integridade do &lt;/strong&gt;&lt;a title="Hímen" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%ADmen"&gt;&lt;strong&gt;hímen&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, sendo, algumas vezes, aceito a pratica de outras formas de sexo que não o rompa, tais como o &lt;/strong&gt;&lt;a title="Sexo anal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexo_anal"&gt;&lt;strong&gt;sexo anal&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; ou &lt;/strong&gt;&lt;a title="Sexo oral" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexo_oral"&gt;&lt;strong&gt;oral&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, e desta forma mantendo o &lt;/strong&gt;&lt;a title="Status social" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Status_social"&gt;&lt;strong&gt;status&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; de virgem.”&lt;/strong&gt; Quem me conhece sabe que eu tive um ataque de risos quando eu li isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não estou aqui para dizer que a virgindade é uma coisa sem valor. Sou daqueles que acredita que o certo é o que cada um acha que é certo para si. (Portanto, meninas que sonham em casar virgem! O façam!) A questão aqui é pura e simplesmente o meu direito de poder discutir o preconceito e a sociedade. E, principalmente, até que ponto ela tem direito de interferir naquilo que eu faço, de como eu penso e da maneira que eu ajo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí eu quero saber dos “guardas” do moral e dos bons costumes dessa vida, também conhecidos como hipócritas irremediáveis: “Ah! Então quer dizer que a pureza, desculpa, virgindade está ligada ao &lt;strong&gt;hímem&lt;/strong&gt;?!” (mais risos) Sei, sei. Muitos dirão: “Não, não. Isso tem a ver com não ser tocada por um homem.” Aí eu digo: “Leia do início”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que existem outras definições, muito mais nobres e muito mais “cristalinas”, do que o rompimento ou não do &lt;strong&gt;h-í-m-e-m&lt;/strong&gt;. Mas, pessoal, falando sério! Nós estamos no Brasil! &lt;em&gt;Isso&lt;/em&gt; é o que importa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre isso eu quero saber: Essa menina que já praticou outros tipos de realções sexuais... ela é mais pura que uma menina que só dorme com seu único namorado, até mesmo por anos, só porque ela tem um hímem? Será mesmo que nós somos assim tão absurdos ou as coisas já melhoraram? (Hum!)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha preocupação e raiva é o fato de que essa sociedade machista continua achando que tem controle sobre isso. Se ela ainda não percebeu, foi a falta de informação que levou à banalização do sexo e a banalização do mesmo levou ao caos psicológico que povoa esse país (e mundo). E eu não estou pondo em questão a virgindade em si, eu estou ponto em questão a conceito de virgindade que se criou. Aquele que diz: “Eu só quero namorada virgem”. Por quê? Alguém já se perguntou o porquê? É o “Eu quero porque eu acredito nisso”. Porque são os meus princípios como ser humano” ou “É... Eu quero porque... eu sei lá... sempre foi assim... e o meu tio diz que tem que ser assim. Sei lá! Mas casar só com virgem!” (risos e cuspe) O que é essa posição? É o medo? É o quê?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fato é que muitos nem sabem os motivos de suas escolhas e se casariam com uma menina (que veio de outra cidade) com um hímem intacto, que já passou em muito mais mãos do que aquela que você julga.&lt;br /&gt;Sem falar que alguém com um hímem complacente é virgem a vida toda. E aí?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“A virgindade é, como todo tema social, o que se faz dela. A opinião da família, de uma cultura, ou sejá lá o que for, vale, desde que isso seja realmente importante para você. Desde que você saiba que essa decisão, de permanecer intocada ou entregar-se a alguém venha de você e não da sua amiga da escola, ou da personagem preferida da série de TV ou do seu namorado que dorme com a cidade toda, mas quer que você continue virgem. É importante conversar, é importante discutir, é importante saber e entender o porquê e depois agir. Ser virgem sim, com muito orgulho, não importa quem ria de mim ou não sendo, mas sempre sabendo onde pisa.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo está cheio de cabeças não-pensantes e muito mais cheio daquelas que o querem fazer por nós. O preconceito e a falta de diálogos são inimigos que moram conosco, invisíveis e falsos que nos transformam em pessoas pequenas e intragáveis, pessoas que cometem os mesmos pecados que aqueles aos quais eles atiram pedras. Viva Brasil!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-8821371897643045231?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/8821371897643045231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/10/virgindade-e-sociedade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8821371897643045231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8821371897643045231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/10/virgindade-e-sociedade.html' title='A Virgindade e a Sociedade'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/StpDvNG1IvI/AAAAAAAAAKQ/0FXyb3zM01A/s72-c/HADAS%2520AIRE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-8735259843187984959</id><published>2009-08-18T12:09:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T12:27:02.888-07:00</updated><title type='text'>Eu não queria ligar, mas liguei</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sor_6rsX3UI/AAAAAAAAAKI/KitGFVzDJSA/s1600-h/olympia_fun_red_01.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371386889219071298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sor_6rsX3UI/AAAAAAAAAKI/KitGFVzDJSA/s320/olympia_fun_red_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Eu postei esse texto no Fórum Meia Palavra e acabei achando a reação das pessoas muito interessante com relação a ele. Veremos o que &lt;em&gt;vocês&lt;/em&gt; têm a dizer! Divirtam-se.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Clique aqui para visitar o fórum: &lt;a href="http://www.meiapalavra.com.br/"&gt;http://www.meiapalavra.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.meiapalavra.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, eu não sou fria, a minha mãe acha que eu sou fria, mas não é verdade. É que eu não levo jeito para essas coisas, sabe. Eu não sei como é dizer “meus pêsames”. Que diabos de coisa mais idiota é essa?: “meus pêsames”. Olha, eu sei, por experiência própria, que ninguém gosta de ouvir isso, mas se a gente não fala, o povo reclama. Como é que eu vou saber o que eles querem ouvir? Eu não leio mentes, nem queria, imagina!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É só pegar o telefone e ligar, eu sei que é assim, mas eu não consigo. Eu acendi um cigarro, mais um do maço da minha amiga. Ela mora comigo, mas viajou. Foi visitar a família. Coisa que eu nunca faço, porque eu nunca tiro férias. Ela esqueceu a porcaria aqui; eu peguei um e acendi no fogão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei sacudindo as pernas, sentada no sofá. Era uma tragada, mal dada, porque eu não sei fazer isso, e uma unha que ia embora. Eu olhava para o aparelho e depois olhava para o outro lado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que eu liguei, eu não queria ligar, mas liguei. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu soo bem nervosa, não é? Eu &lt;em&gt;estou&lt;/em&gt; nervosa. Sabe quando eu comecei a fumar? Ontem! Quando a minha mãe me falou que...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, caramba! Eu nem falei do que se trata, não é? Nem quero falar... Você me perdoa se eu não falar o que aconteceu? Não. É, eu sei que não, eu também não o faria. O problema é que eu tenho medo de tudo. As pessoas confundem o meu medo com indiferença, eu não sou indiferente! Eu me importo com o sentimento alheio, mas eu não sei como lidar com isso. O pior é que isso acontece TODA VEZ!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu me lembro bem da primeira vez que eu fui a um enterro. Não foi legal, está bem? Eu não gosto de ver pessoas chorando, eu sei lá, daquele jeito... naquele lugar macabro. Aí, uns homens de roupas esquisitas, eu não quero falar mal de coveiros, mas eles me causam arrepios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detesto esse tipo de cerimônia, situação do comportamento do homem que embrulha o meu estômago. Todo mundo lá, com a bunda no banco da igreja – pode falar bunda aqui? Que se dane! - o finado virou santo de um dia para o outro, ninguém mais tem pecados... todo mundo amigo! Eu fiquei lá observando todos e forçando uma lágrima, mas não saiu nada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ahhh Eu quero gritar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vou contar do começo, não do começo começo porque aí ia ser uma história muito longa e eu não gosto de falar. Tudo bem, eu gosto de falar, mas não sobre isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu cheguei em casa do trabalho. Eu trabalho igual a uma mula! Daquelas que carregam tudo nas costas. Eu carrego o mundo nas costas, a começar pelo meu chefe, aquele filho de uma mãe preguiçoso, que me deixa fazer o trabalho todo e ganha o mérito e a meleca do dinheiro! Imbecil! Mas esquecendo isso... A minha mãe me ligou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Tudo bem, filha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Tudo.” Eu sempre digo que estou bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Olha, liga para a sua avó, o seu avô está no hospital. Não está nada bem.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É sempre assim. Muitas pessoas da minha família morreram nos dois últimos anos, uma espécie de praga. A minha mãe fica sabendo da doença, fala pra mim e eu não quero ligar, mas acabo fazendo, e depois sinto um alívio danado quando eles morrem e eu liguei antes. Tudo o que eu não preciso agora é remorso! É isso mesmo! É egoísta, né? Mas você, com certeza, já pensou nisso também, fala a verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nesses casos, quem morria era sempre o avô dos outros, nunca o meu. Tudo bem que eu não acreditei que ele estava mesmo muito doente. A minha mãe é exagerada demais e... eu não acreditei, eu não quis acreditar. Eu não levei a sério.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não acho a morte uma coisa tão absurda assim e nem o nascimento uma coisa tão linda. A vida é assim: você nasce, com cara de joelho porque neném nenhum é lindo, e aí um dia você morre, porque é como as coisas funcionam mesmo e não tem jeito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, eu não liguei para a minha avó segundos depois que a minha mãe desligou. Eu fui tomar banho, eu fui comer, eu fui checar os meus e-mails. Mas chegou o momento em que não tinha mais nada “urgente” para fazer. Foi quando eu pensei que a minha avó estaria esperando esse telefonema, esperando que eu quisesse saber como eles estão, eperando pela minha atenção. Mas eu me tornei tão egoísta nesses últimos tempos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, sinceramente, a minha avó é muito chata. Não, certo, ela não é chata! Mas ela fala muito da vida dos outros, eu não gosto disso. Detesto gente “fifi”! Por isso eu demoro tanto tempo pra ligar pra ela, e sempre invento uma desculpa esfarrapada, digo que não tenho tempo. Mas todo mundo tem, nem que seja, cinco minutos, mas ninguém &lt;em&gt;toma&lt;/em&gt; esse tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu disquei o número, sem muita vontade, mais “fazendo a minha obrigação” que qualquer outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Alô.” Ela soava cansada. Nossa, como ela envelheceu!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Oi, vó. Sou eu.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Oh, minha querida.” Eu confesso que isso sempre me deixa feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Oi, vó. Eu liguei pra saber do vô. Como ele está?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ela me falou sobre sua condição e sobre o hospital e falou da sua própria osteoporose e perguntou muitas coisas sobre mim. Eu cheguei a falar com o meu avô quando ele acordou. Ele ficou tão alegre em falar comigo que fez com que eu me sentisse um monstro! Depois de alguns minutos eu descobri que eu gostava de conversar com eles e que sentia saudades. Eu desliguei e em alguns minutos todos os bons sentimentos foram apagados pela lembrança do trabalho, pela TV e pelo amanhã. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranhamente eu não senti a sensação de “missão cumprida” como sempre sinto quando falo com um doente. Antes de eu ir dormir o telefone tocou mais uma vez. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Ai, filha... o seu avô...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sabia o que a minha mãe quis dizer, atrapalhada por seus soluços. E como doeu! As minhas pernas bamberam, eu caí no chão e soltei um grito. Quandos meus berros cessaram eu peguei um cigarro e acendi, eu não fumo, mas fumei. Depois disso não sei o que aconteceu, não sei onde o telefone foi parar e nem sei como e quando eu dormi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No outro dia eu não fui trabalhar e o momento de ligar para casa chegou. Eu fumei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, eu também percebi que fiquei mais calma. É a dor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, eu estive no enterro. Eu participei daquele ritual humano que eu odeio. Eu sentei. Eu chorei como todos eles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora você está esperando que eu diga que eu aprendi alguma coisa... Sinto muito, eu fiz a minha parte. Eu não queria ligar, mas liguei... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-8735259843187984959?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/8735259843187984959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/08/eu-nao-queria-ligar-mas-liguei_18.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8735259843187984959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8735259843187984959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/08/eu-nao-queria-ligar-mas-liguei_18.html' title='Eu não queria ligar, mas liguei'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sor_6rsX3UI/AAAAAAAAAKI/KitGFVzDJSA/s72-c/olympia_fun_red_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-5611389623653472782</id><published>2009-07-31T13:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T02:40:31.635-07:00</updated><title type='text'>Campanha:</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SnNZj_AO-kI/AAAAAAAAAJ4/LBuc4UjhJdI/s1600-h/banner+camp2.GIF"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 168px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364730055871101506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SnNZj_AO-kI/AAAAAAAAAJ4/LBuc4UjhJdI/s320/banner+camp2.GIF" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://mundodefantas.blogspot.com/"&gt;http://mundodefantas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Celly Borges do "Mundo de Fantas" está lançando, junto com Tânia Souza e Nelson Magrini, uma campanha super bacana para incentivar a leitura de escritores brasileiros de fantasia. Para obter mais informações sobre o projeto, que eu apoio de corpo e alma, é só clicar no link do blog, logo abaixo da imagem. Porque não são só Tolkien e J.K. Rowling que conseguem criar mundos fascinantes. Vamos valorizar os nossos talentos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-5611389623653472782?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/5611389623653472782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/07/campanha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5611389623653472782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5611389623653472782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/07/campanha.html' title='Campanha:'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SnNZj_AO-kI/AAAAAAAAAJ4/LBuc4UjhJdI/s72-c/banner+camp2.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-1642539694224174569</id><published>2009-07-25T12:59:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T13:07:25.898-07:00</updated><title type='text'>A Certeza da Morte e os Bálsamos da Vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SmtkZge_B6I/AAAAAAAAAJw/KKS1FQFS1lA/s1600-h/2anjos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362490170694109090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SmtkZge_B6I/AAAAAAAAAJw/KKS1FQFS1lA/s320/2anjos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vocês devem estar se perguntando o porquê de um título tão forte, e embora vocês saibam que eu gosto de temas polêmicos, até se assustaram um pouquinho ao ver isso aqui, não é mesmo? Sim, morte e vida &lt;em&gt;são&lt;/em&gt; temas centrais no meu livro, mas o fato é que hoje eu acordei com sono e com uma vontade de chorar que não cabia em mim. Eu olhei pela janela e estava chovendo, estava escuro e as árvores balançavam violentamente. As nuvens no céu não me mostravam se iriam ficar ou se pretendiam partir. O dia estava enigmático. Em dias como esses eu costumo ficar depressiva, e sinto muito medo, porque a chuva é escura, a escuridão é silenciosa e o silêncio traz os medos da alma para perto do coração.&lt;br /&gt;            Quando eu estou triste eu choro e quando eu choro é porque me lembrei de alguma coisa ou porque a imaginei. Eu imagino muitas coisas, por isso escrevo, mas às vezes a minha fantasia me machuca e as lembraças muito mais. Vejam que eu, assim como muitos de vocês, já perdi uma pessoa muito importante, que, sem dizer adeus, foi embora e nunca mais voltou. Nunca mais voltou... É por isso que eu temo a Morte, porque ela leva e jamais traz de volta, e faz com que nos sintamos como crianças abandonadas no meio da estrada em uma noite sem luar.&lt;br /&gt;            Eu já ouvi muitas palavras de consolo, muitas histórias sobre Céu e Inferno, Paraíso e Purgatório. Mas em meio à dor, não importa o quão poderosa é a nossa fé; ela nos abandona, é lavada com lágrimas e cai ao chão, assim, seca e pesada.&lt;br /&gt;            Momentos como esses me fazem pensar em todas as coisas que consideramos clichês, mas que são tão importantes. Como valorizar estar vivo, por exemplo, como lutar pelos seus sonhos até o fim, como saber que tudo em excesso é perigoso, até mesmo responsabilidade. É saber que nós gritamos com o nosso cachorro, interrompemos as nossas crianças no meio de um conto sobre a escola e negamos um beijo de amor porque estamos estressados com o nosso chefe. E ainda que saibamos que o amanhã possa não mais vir, continuamos fazendo a mesma coisa todos os dias, aí então Ela vem, vem e nos toma pelos braços, e muitas vezes não nos permite nem sequer um pedido de perdão, um sorriso ou uma lágrima atrasada.&lt;br /&gt;            Eu tenho medo toda vez que reflito sobre isso, me sinto frágil, desprotegida e desorientada, porque a bendita da Morte é a única certeza que temos na Vida e nós não sabemos &lt;em&gt;absolutamente nada&lt;/em&gt; sobre ela, todas as nossas tentativas de desvendá-la são inúteis e nos apegamos a toda e qualquer explicação simplesmente para afastar o temor que Ela nos causa. Nós somente somos capazes de aprendermos a lição que Ela ensina e nos banhamos no pranto que ela nos presenteia.&lt;br /&gt;Por essas e outras eu olhei ao meu redor e vi que eu sou um desses sortudos que têm o direito de escolher o seu caminho, que tem apoio e pode seguir e ser feliz. E decidi não perder meu tempo com estresse desnecessário, trabalhar para viver e não ao contrário, porque, quantos não teriam vontade de poder optar pela vida que gostariam de ter... Eu sei que ser feliz não é fácil, mas não tentar é uma agressão. A vida é tudo o que temos que realmente nos pertence e um dia, ainda que ele demore a chegar, ela se vai e nunca mais retorna, e a única coisa que levamos é o orgulho de ter tentado ou a amargura de ter desistido. E é por isso que eu digo, meus queridos: &lt;em&gt;Carpe Diem&lt;/em&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-1642539694224174569?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/1642539694224174569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/07/certeza-da-morte-e-os-balsamos-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/1642539694224174569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/1642539694224174569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/07/certeza-da-morte-e-os-balsamos-da-vida.html' title='A Certeza da Morte e os Bálsamos da Vida'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SmtkZge_B6I/AAAAAAAAAJw/KKS1FQFS1lA/s72-c/2anjos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-3638116158119885948</id><published>2009-07-09T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T12:25:23.651-07:00</updated><title type='text'>A Capa de Banshee - Os Guardiões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SlZDor1TNvI/AAAAAAAAAI4/Ne8bmQLtpGw/s1600-h/BuchCover.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356543173043894002" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SlZDor1TNvI/AAAAAAAAAI4/Ne8bmQLtpGw/s320/BuchCover.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, pessoal a capa está prontíssima e o livro já foi encaminhado para a gráfica. Agora ele sai! hehehehe &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muito, mas muito obrigada mesmo, pela força, energia positiva e visitas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-3638116158119885948?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/3638116158119885948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/07/capa-de-banshee-os-guardioes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/3638116158119885948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/3638116158119885948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/07/capa-de-banshee-os-guardioes.html' title='A Capa de Banshee - Os Guardiões'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SlZDor1TNvI/AAAAAAAAAI4/Ne8bmQLtpGw/s72-c/BuchCover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-1076398976805696513</id><published>2009-06-29T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T09:16:51.764-07:00</updated><title type='text'>Michael Jackson: Morre o Homem; nasce o Mito</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkkUO4wNonI/AAAAAAAAAIY/cZgzERjZHl8/s1600-h/michael-jackson-is-madman.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352831878091874930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkkUO4wNonI/AAAAAAAAAIY/cZgzERjZHl8/s320/michael-jackson-is-madman.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkkSOyQM0zI/AAAAAAAAAIQ/ug26LWshHwg/s1600-h/pop_ht3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro o Rei do Rock e agora o Rei do Pop. Como estrelas eles morreram, mas seu brilho continuará incandescendo por muitos e muitos anos e visto por muitas e muitas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que eu não poderia deixar de falar sobre o assunto mais comentado do momento: a morte de Michael Jackson. Poucas pessoas nesse mundo foram tão amadas e tão apedrejadas quanto ele. Primeiro surgiu aquele menino negro, com voz de ouro e sorriso maroto que cativou o mundo com &lt;em&gt;Ben&lt;/em&gt;, depois veio o foguete do Pop que trouxe para o mundo da música coisas incríveis como &lt;em&gt;Thriller&lt;/em&gt;. E quem foi que nunca moveu seus braços para esquerda e para a direita, sentindo-se o zumbi mais maneiro de todos? Pois é, eu também.&lt;br /&gt;Jacko dançava como ninguém e dava espetáculos como ninguém. Parecia que a vida triste da infância e as lembraças de sua meninice torpe não o haviam atingido, mas as dores da alma, quando não curadas, deixam cicatrizes na personalidade. E foi o que aconteceu. Assim como tantos outros garotos pobres em nossas favelas cariocas, Michael Jackson foi maltratado, superestimado e subestimado. As coisas até que iam muito bem obrigada até ele criar &lt;em&gt;Neverland&lt;/em&gt;, mas a Terra do Nunca nunca existiu para ele. Michael quis ser o Peter Pan e acabou na boca do povo como Capitão Gancho.&lt;br /&gt;Eu sei que sôo como uma fã que está sofrendo com a morte do seu ídolo, mas o meu caso não é esse. Eu escuto sim suas músicas, mas sou nova demais para tê-lo amado tanto assim. O motivo deste texto é revisar a vida de uma pessoa que muito deu ao mundo e que muito foi torturado pelo mesmo.&lt;br /&gt;Michael Jackson falou de preconceito, lutou contra ele e acabou sendo sua vítima. Sua imagem foi destruída depois do depoimento de um garoto de treze anos que se disse violentado pelo cantor. Jacko foi a Tribunal e isso por várias vezes, pagou milhões e chegou à ruína pessoal.&lt;br /&gt;Claro que se ele &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; estuprou crianças, ele mereceu tudo o que teve, mas ainda existe a possibilidade de ele não ter feito isso, porque isso jamais foi provado.&lt;br /&gt;Agora vamos a esse menino de treze anos. Vocês me diriam: &lt;em&gt;Mas uma criança não inventaria uma história como essas! &lt;/em&gt;A criança talvez não, eu diria, mas e a mãe? Será que a mãe não inventaria uma história dessas? Olha, nós não estamos falando aqui da Madre Teresa de Calcutá, nós estamos falando de uma pessoa que ninguém nem sabe quem é, que, possivelmente, viu a possibilidade de crescer na vida através da sua Galinha dos Ovos de Ouro.&lt;br /&gt;Eu vou usar a minha relação com a minha própria mãe para dar consistência às minhas especulações.&lt;br /&gt;A minha mãe é tudo na minha vida, meu porto seguro, minha melhor amiga, pessoa na qual eu confio cegamente. Agora digamos que a minha mãe não fosse a pessoa íntegra que é, e sim uma cobra criada e sem escrúpulos. Claro que eu não saberia disso e um menino saberia muito menos, já que para meninos suas mães são deusas. E aí digamos também que a minha mãe, essa mesma mãe que nunca me faria mal, me diga que o sujeito em questão havia violentado outras crianças, que nada disseram, e que cabia a mim contar a história no lugar delas. Claro que isso não seria mentir, eu estaria sendo uma heroína e a minha mamãe estaria salvando o meu corpo de ser flagelado por um estranho pervertido. Eu acreditaria na minha mãe. E eu faria tudo o que ela quisesse.&lt;br /&gt;Eu não posso dizer com cem porcento de certeza que esse foi o caso, mas não volto atrás na minha palavra. Não houve copo-delito, não houveram provas de que essas agreções de fato aconteceram. Naturalmente, o povo diz, é o Michael Jackson, o Rei do Pop, como você mesma disse... Blá Blá! Todo mundo sabe que os EUA podem ter todos os defeitos, mas até os artistas vão parar atrás das grades e isso mais de uma vez, então não há porque dizer que as provas foram encobertas, nos cabe apenas aceitar que elas &lt;em&gt;provavelmente&lt;/em&gt; nunca existiram.&lt;br /&gt;Certo é que nós jamais saberemos o que aconteceu, mas continuaremos a deitar as nossas cabeças cheias de &lt;em&gt;poder divino&lt;/em&gt; em nossos travesseiros &lt;em&gt;sem pecados&lt;/em&gt; e dormiremos os sonos dos &lt;em&gt;anjos sem asa&lt;/em&gt; porque todos somos mesmo &lt;em&gt;Santos do Pau Oco&lt;/em&gt;. E não precisamos ficar tristes, porque haverão mais pessoas com mais talento que nós, mais oportunidades, mais sorte e mais vontade de vencer do que nós, para que nós continuemos a jogar o nosso jogo favortito que é &lt;em&gt;Brinca de ser Deus&lt;/em&gt;, e julgar pessoas a torto e a direto sem lhes dar ao menos a oportunidade de mostrar o outro lado da história.&lt;br /&gt;Porque nós estamos certos e os outros todos errados, como aquele cara que disse que o Sol &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; girava em torno da Terra e o outro que pregou o amor entre os homens e quis salvar seu povo. E exatamente porque nós sempre temos razão é que enforcamos Galileu e crucificamos Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Eu só quero dar o meu adeus ao Michael Jackson e que ele descance em paz e esteja muito melhor onde está no que entre nós. E a todos aqueles que julgam injustamente eu desejo que o remorso traga de volta todos os fantamas que eles mesmos chamaram, para que nós finalmente entendamos que, para Brincar de Deus, é preciso &lt;em&gt;não sentir dor&lt;/em&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-1076398976805696513?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/1076398976805696513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-morre-o-homem-nasce-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/1076398976805696513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/1076398976805696513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-morre-o-homem-nasce-o.html' title='Michael Jackson: Morre o Homem; nasce o Mito'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkkUO4wNonI/AAAAAAAAAIY/cZgzERjZHl8/s72-c/michael-jackson-is-madman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-4767380619048705562</id><published>2009-06-24T12:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T12:40:21.070-07:00</updated><title type='text'>Reta Final para o Lançamento de Banshee - Os Guardiões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkJ_fdLOkHI/AAAAAAAAAII/VTHkanN6Plc/s1600-h/011+-+Kopie.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 261px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350979485653962866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkJ_fdLOkHI/AAAAAAAAAII/VTHkanN6Plc/s320/011+-+Kopie.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tive um encontro com o designer gráfico que está fazendo a capa para Banshee - Os Guardiões e ele me entregou esse trabalho lindo aí. Tudo a ver com o livro, exatamente como eu queria. Provavelmente eu pedirei algumas mudanças. A foto está meio desfocada, pois foi uma foto feita de uma outra foto. O resultado final devo estar recebendo em duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada a todos pelo interesse e pelas visitas ao blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-4767380619048705562?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/4767380619048705562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/06/reta-final-para-o-lancamento-de-banshee.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/4767380619048705562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/4767380619048705562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/06/reta-final-para-o-lancamento-de-banshee.html' title='Reta Final para o Lançamento de Banshee - Os Guardiões'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SkJ_fdLOkHI/AAAAAAAAAII/VTHkanN6Plc/s72-c/011+-+Kopie.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-2119382028297201979</id><published>2009-06-21T12:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T08:30:34.007-07:00</updated><title type='text'>Metade - Oswaldo Montenegro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sj6L6mwh5-I/AAAAAAAAAIA/PeXwDPJClGo/s1600-h/metade.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349867246315497442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sj6L6mwh5-I/AAAAAAAAAIA/PeXwDPJClGo/s320/metade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como eu ando sem tempo para escrever textos para Banshee - O Livro, eu gostaria de colocar aqui uma obra de um grande compositor brasileiro, um poema que mexe com o meu coração e aquieta a minh'alma. Espero que vocês gostem tanto dele quanto eu...&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Eu desejo a todos uma excelente semana. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que a força do medo que eu tenho&lt;br /&gt;Não me impeça de ver o que anseio&lt;br /&gt;Que a morte de tudo em que acredito&lt;br /&gt;Não me tape os ouvidos e a boca&lt;br /&gt;Porque metade de mim é o que eu grito&lt;br /&gt;Mas a outra metade é silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que a música que eu ouço ao longe&lt;br /&gt;Seja linda, ainda que tristeza&lt;br /&gt;Que a mulher que eu amo&lt;br /&gt;Seja para sempre amada&lt;br /&gt;Mesmo que distante&lt;br /&gt;Porque metade de mim é partida&lt;br /&gt;Mas a outra metade é saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as palavras que eu falo&lt;br /&gt;Não sejam ouvidas como prece&lt;br /&gt;E nem repetidas com fervor, apenas respeitadas&lt;br /&gt;Como a única coisa&lt;br /&gt;Que resta a um homem indundado de sentimentos&lt;br /&gt;Porque metade de mim é o que ouço&lt;br /&gt;Mas a outra metade é o que calo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que essa minha vontade de ir embora&lt;br /&gt;Se transforme na calma&lt;br /&gt;E na paz que eu mereço&lt;br /&gt;E que essa tensão que me corrói por dentro&lt;br /&gt;Seja um dia recompensada&lt;br /&gt;Porque metade de mim é o que penso&lt;br /&gt;Mas a outra metade é um vulcão&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que o medo da solidão se afaste&lt;br /&gt;E que o convivio comigo mesmo&lt;br /&gt;Se torne ao menos suportável&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que o espelho reflita em meu rosto&lt;br /&gt;Um doce sorriso&lt;br /&gt;Que eu me lembro ter dado na infância&lt;br /&gt;Porque metade de mim é a lembrança do que fui&lt;br /&gt;E a outra metade, eu não sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não seja preciso&lt;br /&gt;Mais do que uma simples alegria&lt;br /&gt;Para me fazer aquietar o espírito&lt;br /&gt;E o que o teu silêncio&lt;br /&gt;Me fale cada vez mais&lt;br /&gt;Porque metade de mim é abrigo&lt;br /&gt;Mas a outra metade é cansaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a arte nos aponte uma resposta&lt;br /&gt;Mesmo que ela não saiba&lt;br /&gt;E que ninguém a tente complicar&lt;br /&gt;Porque é preciso simplicidade&lt;br /&gt;Pra fazê-la florescer&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Porque metade de mim é a platéia&lt;br /&gt;E a outra metade é canção&lt;br /&gt;E que a minha loucura seja perdoada&lt;br /&gt;Porque metade de mim é amor&lt;br /&gt;E a outra metade...&lt;br /&gt;T A M B É M&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.S: Como eu não tenho o vídeo com a belíssima voz do Oswaldo em meu computador, deixo aqui um link para o vídeo no youtube: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RLSP_GvaErM"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RLSP_GvaErM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RLSP_GvaErM&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-2119382028297201979?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/2119382028297201979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/06/metade-oswaldo-montenegro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2119382028297201979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2119382028297201979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/06/metade-oswaldo-montenegro.html' title='Metade - Oswaldo Montenegro'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sj6L6mwh5-I/AAAAAAAAAIA/PeXwDPJClGo/s72-c/metade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-8022195599786837974</id><published>2009-05-27T08:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T10:30:19.192-07:00</updated><title type='text'>O Câncer, a Aids e a Sociedade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sh1ee9VGQzI/AAAAAAAAAHw/Ll-KkjjkkdM/s1600-h/triste2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340528619083416370" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sh1ee9VGQzI/AAAAAAAAAHw/Ll-KkjjkkdM/s320/triste2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As doenças sempre foram um dos maiores medos da humanidade e até hoje ocupam a mente humana, seja do doente, daquele que cuida, ou daquele que procura sua cura. A dor, o sofrimento; a volta por cima, etapas necessárias na vida de todo enfermo. Mas hoje quero falar das doenças mais comentadas desde os anos 80 e as conseqüencias que elas trazem à sociedade.&lt;br /&gt;Uma pessoa que sofre com um câncer é uma vítima, todos sabemos, vítima de um destino cruel, de uma enfermidade traiçoeira e dorida. A vítima de Adis é (muitas das vezes, e não adianta negar) o vilão da história. Agora eu me pergunto: Porque a sociedade é tão cruel com soropositivos? É porque a Sindrome da Imunodeficiencia Adquirida é muito pior do que o Câncer? Eu acho que não é bem por aí não. Vale lembrar que eu não estou aqui defendendo o sexo sem proteção, isso jamais, eu sou a favor da responsabilidade e consciência. Isso é uma obrigação nossa para com a nossa saúde e a alheia; e isso não está em questão! Mas pessoas estão doentes, algumas por culpa própria, outras não. E aí? Qual é o grande problema? É o nosso senso de “amor ao próximo” que piora a vida de cidadãos HIV-Positivo? Claro que muita gente dirá que sim; e a hipocrisia grita alto nos meus ouvidos quando isso acontece! O problema das pessoas é, claramente, a &lt;em&gt;(falsa)moralidade&lt;/em&gt;, a mesma que faz com que pessoas escondam seus amantes (óbvios) de seus parceiros, enquanto se deixam “mimar” por eles, a mesma que aponta os erros dos outros e faz coisas muito piores, a mesma que está acabando com a nossa dignidade!&lt;br /&gt;Vou usar um exemplo para justificar a minha raiva. (Não gostaria de que ninguém se sentisse ofendido, por favor, eu respeito demais as pessoas para ser rude propositalmente. O motivo das minhas palavras cruéis é a paixão que eu trago comigo e uso em tudo o que faço.)&lt;br /&gt;Aqui na Alemanha estourou uma bomba há alguns meses: a cantora Nadja Benaissa, 26 anos, da banda pop No Angels foi presa acusada de ter tido relações sexuais com três homens, sem uso de preservativo, quando ela já sabia que era portadora do vírus da Aids. Em um dos homens foi detectado o vírus, possivelmente transmitido por ela. Eu concordo com a prisão dela, caso ela realmente tenha feito isso, acho que é obrigação de um infectado informar ao parceiro sobre sua doença (ainda que isso seja difícil de admitir), e não foi isso que me irritou.&lt;br /&gt;Duas semanas depois da manchete, as outras integrantes do grupo musical apareceram em um teatro (eu acho) para divulgar a nova música de trabalho, e as perguntas de todos os jornalistas foram as mesmas: “Onde está a Nadja?” “Ela ainda faz parte da banda?” Quando ela vai se pronunciar sobre o caso?” Claro que eu compreendo o interesse dos jornalistas na história, o que eu não entendi foi o que veio depois. O apresentador do noticiário (de gosto um tanto quanto duvidoso) dava informações sobre o caso, enquando apareciam vídeos (sem som) mostrando a cantora, e na tela aparecia a palavra “Aids” em vermelho, verde, roxo, lilás, em Times New Roman, Comic Sans, enfim, todas as formas, cores e tamanhos. Eu achei aquilo tão nojento, que troquei de canal. Olha, culpá-la por ter passado o vírus é uma coisa, e até discutir o fato é aceitável, mas transformar a moça em um mosntro sujo, foi demais. Será que ninguém pensou na dor dela ao ver o seu teste HIV-Positivo? Será que ninguém se pergunta como é a vida dela enquanto mãe solteira e doente? Sem sombra de dúvidas que não! Que perguntas são essas que eu me faço aqui? E será que alguém ia mesmo deixar de vender jornais, atraír audiência ou falar da vida dos outros por um pouquinho de compaixão? Só se eu não conhecesse a natureza humana para pensar assim!&lt;br /&gt;E esse é um caso muito diferente do das “chaminés de plantão” (não é, tabagistas?). Ninguém contamina &lt;em&gt;ninguém&lt;/em&gt;! (A metade das pessoas que têm a morte causada pelo tabaco, são não-fumantes). Claro que esse tumor nos seus pulmões foi causado pelos exercícios físicos que pratica e pelo ar puro que você inspira. E também muito diferente do câncer de pele, claro que ninguém vai deixar de usar o protetor solar para usar o bronzeador (ou será que eu falei a frase ao contrário?) A doença foi, com certeza, causada pelo sol malígno, que não tem nada melhor a fazer do que ficar queimando gente por aí.&lt;br /&gt;Eu não estou aqui defendendo, nem acusando esse ou aquele, só estou querendo compartilhar a minha frustração, raiva e tristeza. É óbvio que o motivo pelo ódio à Aids é o sexo! Pessoas praticam todos os dias (e fingem que não), mas ele ficou tão banalizado que virou motivo de vengonha. Mas vergonha de verdade sinto eu ao ver esse tipo de coisa, e saber que eu sou feita da mesma matéria suja que esses seres(humanos?).&lt;br /&gt;Eu gostaria que essas pessoas, com Câncer, Aids, Ebola ou Influenza (entre outros) fossem tratadas com respeito e não fossem atacados pelo vírus mais perigoso da Terra, que vêm contaminando milhões todos os dias: o Preconceito. O pior de tudo é que para &lt;em&gt;este&lt;/em&gt; vírus, não há o mais remoto sinal de cura. Meus pêsames a todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-8022195599786837974?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/8022195599786837974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/as-doencas-sempre-foram-um-dos-maiores.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8022195599786837974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8022195599786837974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/as-doencas-sempre-foram-um-dos-maiores.html' title='O Câncer, a Aids e a Sociedade'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sh1ee9VGQzI/AAAAAAAAAHw/Ll-KkjjkkdM/s72-c/triste2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-3261369439989628070</id><published>2009-05-21T14:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T14:39:15.288-07:00</updated><title type='text'>Infidelidade: A Tragédia Conjugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/ShXJ4nHteeI/AAAAAAAAAHo/txZD1E-1BDY/s1600-h/untitledbh.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338394907728771554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/ShXJ4nHteeI/AAAAAAAAAHo/txZD1E-1BDY/s320/untitledbh.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                 A traição é um problema discutido mundo afora. Pessoas se separam, se odeiam e, até mesmo, se matam por isso. Mas quando é que uma atitude pode ser considerada traição? E quando é que vale a pena, ou faz sentindo, tomar decisões radicais por ter sido traído?  &lt;br /&gt;                A Biologia diz que o ser humano não é por natureza monógamo, os homens entendem isso perfeitamente (se é que vocês me entendem, meninas); e aceitam de braços abertos a sua condição animal ao procurar por outras parceiras. Mas atenção rapazes, o desejo de trair não está somente “grudado” ao cromossomo XY, pois a monogamia não é natural do Ser Humano em geral. Mas vai dizer isso para algum namorado, para ver se ele será tão compreensivo assim com a Ciência!&lt;br /&gt;                E se a infildelidade está dentro nos nossos genes, então por que dói ser traído? Será que essa dor é de amor, ou será que essa dor vem do orgulho? Eu não sei, mas quando penso na possibilidade de ser enganada o que vem a minha cabeça, surpreendentemente, não é a tristeza de ver o meu parceiro com uma outra mulher, a mim ocorre uma pergunta: “O que ele viu nela que eu não tenho?” &lt;br /&gt;A verdade é que a nossa sociedade impôs a monogamia como um bem moral. Particularmente eu não concordaria com uma traição em um namoro, assim como a maioria das mulheres (e acredito, homens também) eu terminaria o relacionamento imediatamente, primeiro porque ninguém é obrigado a ficar com ninguém; e se ele (a) deseja estar com outra (o), poderia ter dado um jeito de ficar solteiro (a) antes de “pular a cerca”. Segundo, porque ainda que um namoro seja sério e já dure algum tempo, é muito mais fácil acabar com ele do que com uma família (no caso de um matrimônio, por exemplo).&lt;br /&gt;Mas e quando a culpa da infidelidade não é do traidor e sim do traído? Sei que a maioria das pessoas nem sequer cogita essa possibilidade, mas num relacionamento de muitos anos tudo pode acontecer, e negar esse fato é egoísmo. Eu pensei sobre isso pela primeira vez quando li uma peça do Nelson Rodrigues chamada “Perdoa-me por me traíres”. Eu confesso que li o título mais de uma vez para entender o que ele quis dizer com isso.&lt;br /&gt;Bem, não é fácil aceitar, eu adimito, mas existe sim essa possibilidade. Todas as vezes em que estou estressada, deprimida e me falta a libido eu penso nisso. A vida sexual não é a coisa mais importante para um casal, mas é uma das. Quando essa falta de desejo se torna freqüente e não há diálogo para resolver o problema, a situação fica tensa. As brigas são mais presentes, a distância se torna maior, a tristesa fica mais dolorosa... E aí, acontece. E será que seria justo condenar uma pessoa que trai nessas circunstâncias? (É claro, no caso do parceiro ter sido muito compreensivo e ter tentado ajudar por um bom período de tempo). Eu acho que nesse caso, alguém teria que engolir o orgulho e conversar sobre o caso, considerando um perdão.&lt;br /&gt;E quanto às mulheres? Por que será que cada vez mais e mais mulheres traem? É porque nós conseguimos a nossa independencia e estamos tentando nos igualar? Eu não acredito nisso não. O segredo da infidelidade feminina está, como sempre, na carência. É quando estamos tão cansadas de tentar salvar um relacionamento gelado, sem paixão, sem vida... E exaustas de mandarmos sinais para que o parceiro se liberte de seu egoísmo para satisfazer-nos (também emocionalmente). E aí, acontece.&lt;br /&gt;Claro que eu não estou aqui tentando defender a traição, de maneira alguma. Eu sou uma daquelas que não tem medo de falar o que pensa, que conversa sobre a vida conjugal abertamente, sem preconceito, sem pudores, sem medos, por isso eu não acho que eu perdoaria uma traição, pois deixo as coisas muito claras para o outro (por enquanto, mas não sei até quando). Mas infelizmente nem todos são assim.&lt;br /&gt;O que se sabe é que cada dia mais e mais pessoas se traem e se machucam, sem entenderem o que está acontecendo de fato. O preconceito fica, o amor se perde; a dor permanece, e no entanto, seria muito mais fácil conversar sobre sobre o assunto desde o início.&lt;br /&gt;Eu só espero que o ego e os pudores da sociedade não acabem por distruírem, de vez, a capacidade do ser humano de se relacionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-3261369439989628070?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/3261369439989628070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/infidelidade-tragedia-conjugal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/3261369439989628070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/3261369439989628070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/infidelidade-tragedia-conjugal.html' title='Infidelidade: A Tragédia Conjugal'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/ShXJ4nHteeI/AAAAAAAAAHo/txZD1E-1BDY/s72-c/untitledbh.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-7410892879195802786</id><published>2009-05-10T08:10:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T12:57:40.491-07:00</updated><title type='text'>A Terra, o Amor e o Homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SgbutVbKBLI/AAAAAAAAAHg/FPoqtQZcOlg/s1600-h/Amor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334213271279502514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SgbutVbKBLI/AAAAAAAAAHg/FPoqtQZcOlg/s320/Amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O amor é o estado em que melhor as pessoas vêem as coisas como realmente são”&lt;/em&gt;. Aristóteles&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é o contentamento descontente, é dor que desatina sem doer...”&lt;/em&gt; Luís de Camões&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Quem inventou o amor, me explica, por favor...”&lt;/em&gt; Renato Russo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, o amor! Descrito por filósofos, escrito por poetas, cantado por estrelas de todo o mundo. Mas o que exatamente entendemos sobre o amor? Eu mesma o usei como tema principal de "Banshee – Os Guardiões”, mas quis mostrá-lo de uma outra maneira. Eu vejo um amor doente, um amor sem energia, um amor banalizado.&lt;br /&gt;A maioria das pessoas que eu conheço pensam logo em romantismo quando ouvem a palavra amor, mas não é só sobre isso que eu quero falar agora, pois o amor é muito mais do que isso. Eu, assim como todos vocês, sento-me em frente à TV para assistir aos noticiários e, como a grande maioria, choro com o que vejo. O que estamos fazendo com o mundo? Por que a Terra nos dá tantas coisas lindas e ainda assim nos recusamos a amá-la? O que se passa na cabeça de um adolescente quando ele plenaja a morte de uma jovem vizinha só por diversão? (Caso verídico) Será que estamos tão cegos pelo consumo que não sabemos mais amar?&lt;br /&gt;O mundo está acabando, ou melhor dizendo, nós estamos acabando com o mundo. Ele está derretendo suas calotas polares, jogando suas Tsunamis, causando tempestades, soprando tornados. A natureza quer nos avisar que estamos destruindo nossa casa, e que estamos destruindo uns aos outros. Mas o que damos à ela em troco? É o amor que ela merece? É o respeito que ela precisa?... Infelizmente não, nós a presenteamos com suicídios, guerras, doenças e egoísmo. Nós esquecemos os nossos irmãos humanos para morrer sem ter o que comer, beber... Sem ter como se amar.&lt;br /&gt;O amor-próprio é destruido pela nossa vaidade. Não comemos como precisamos, não sorrimos como antes, não choramos como deveríamos. Ele foi deixado de lado, como um marginal incompreendido que não recebe qualquer atenção, ele está adoecendo e morrendo... Dia após dia, como uma rosa no outono, ele perde suas pétalas, sua força diminui gradativamente, seu brilho se apaga e logo, logo e já não existirá mais.&lt;br /&gt;É difícil ver o quanto é duro hoje em dia dizer “Eu te amo”, e é hoje em dia que mais precisamos ouvir e dizer esta frase, porque, acreditem ou não, elas podem salvar uma vida. Hoje é dia das mães. Você já disse a ela o quando ela é importante, o quando ela dignifica para você e o quanto você a ama? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez mais e mais, filhos e pais se distanciam, ignoram a importância dessa união e passam isso para as gerações futuras. Eu tenho medo de que o tempo passe, porque eu sei que estamos caminhando para uma sociedade sem amor.&lt;br /&gt;Faça a sua parte, diga “eu te amo”, ainda que soe ridículo, a todos aqueles que são importantes para você, antes que seja tarde demais... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-7410892879195802786?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/7410892879195802786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/terra-o-amor-e-o-homem.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/7410892879195802786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/7410892879195802786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/terra-o-amor-e-o-homem.html' title='A Terra, o Amor e o Homem'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SgbutVbKBLI/AAAAAAAAAHg/FPoqtQZcOlg/s72-c/Amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-2109406870725282421</id><published>2009-05-03T11:17:00.001-07:00</published><updated>2009-05-03T13:49:53.652-07:00</updated><title type='text'>Deus, o Destino e o Diabo: As Divinas Marionetes do Homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sf3hY5jdMQI/AAAAAAAAAHY/ekU85nvTXjM/s1600-h/god_devil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331665351759180034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sf3hY5jdMQI/AAAAAAAAAHY/ekU85nvTXjM/s320/god_devil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sf3gIq1hcoI/AAAAAAAAAHQ/VQKrmKa3sXE/s1600-h/puppet.bmp"&gt;&lt;/a&gt;“Isso é coisa do Demo”, “Não deu certo porque Deus quis assim”, “Era o destino dele, coitado...” Quem é que nunca ouviu frases como essas? Elas estão presentes no nosso dia-a-dia; e nós aprendemos, como bons meninos, a usá-las como desculpa para todo e qualquer fracasso cometido por nós mesmos. Claro, sem sombra de dúvidas acreditar numa conspiração do Cósmos contra a nossa vida particular é uma maneira muito mais fácil de aceitar os nossos erros. Como se Deus não tivesse nada melhor para fazer...&lt;br /&gt;Por que será então que eu não passei na prova da UFRJ? É por que as faculdades do Estado fazem provas muito difíceis afim de elitizarem as Universidades? De modo algum! Jamais! É por que eu não estava preparado? Também não! A resposta é muito simples: o destino, o destino é pau para toda obra. Ele é culpado até se eu for parar na China, ou acabar indo vender gelo para esquimó. Ele é até mesmo responsável pela minha vida conjugal... E quando não é o destino? Aí eu ainda posso recorrer a Deus e ao Diabo.&lt;br /&gt;Desde que o mundo é mundo o homem usa seus Deuses para explicar coisas que ele não compreende e um dia ele aprendeu (malandramente) a culpá-los por isso. Eu sei que é uma tarefa difícil para todo ser humano assumir seus enganos, mesmo porque, depois de tantos séculos vivendo “protegidos” das nossas próprias burradas, fica meio complicado ser verdadeiro consigo mesmo.&lt;br /&gt;Falar desse assunto sem sarcásmo é impossível. Ainda que as pessoas tenham as suas crenças, simplesmente não dá para sair jogando as nossas falhas em mãos divinas. Eu só tenho pena mesmo é de Deus, do Destino e do Diabo; e acredito que um dia, depois de tanta injustiça, eles vão acabar se aposentando. E o que acontecerá conosco? Quanto a isso não me preocupo, pois eu sei que nós passaríamos a culparmos uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-2109406870725282421?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/2109406870725282421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/deus-o-destino-e-o-diabo-as-divinas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2109406870725282421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2109406870725282421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/05/deus-o-destino-e-o-diabo-as-divinas.html' title='Deus, o Destino e o Diabo: As Divinas Marionetes do Homem'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sf3hY5jdMQI/AAAAAAAAAHY/ekU85nvTXjM/s72-c/god_devil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-2769137682056638660</id><published>2009-04-25T06:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T03:10:19.691-07:00</updated><title type='text'>Homens vs Mulheres: A Eterna Guerra dos Sexos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SfMNfNHd49I/AAAAAAAAAHI/cVbNT8shT90/s1600-h/couplePurpleFantasy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328617613857514450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SfMNfNHd49I/AAAAAAAAAHI/cVbNT8shT90/s320/couplePurpleFantasy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Machismo e feminismo são assuntos que vivem na boca do povo, mas a pergunta é: será que eles fazem sentido? Eu pessoalmente não entendo nenhum dos dois, eu gosto de me denominar como &lt;em&gt;igualitarista&lt;/em&gt;. Sim, porque eu acredito que só unidos a gente chega a algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vi uma vez uma entrevista na televião, não lembro mais quando, nem onde, mas eu lembro o que a mulher entrevistada (uma feminista radical) falou. O repórter a perguntou sobre o feminismo e essa situação do casal, quem é que passa, lava ou cozinha. E ela disse: “Ele que lave as cuecas dele.” Agora, parem o mundo que eu quero descer! Será que eu ouvi a frase: “Lugar de mulher é no tanque” ao contrário? Eu tive que rir, porque eu tenho &lt;em&gt;certeza&lt;/em&gt; que ela &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; levaria para casa a sacola mais pesada quando volta do supermercado. E é aí que feministas e machistas perdem sua razão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mulheres querem ser melhores que homens e vice-versa. Mas como é que funciona uma guerra dessas se no final das contas todo mundo vai mesmo é para a cama junto? Santa hipocrisia!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tem uma coisa no feminismo que eu concordo é a luta pelos direitos como: mesmo trabalho mesmo salário, mesmas oportunidades etc, isso sim, porque é justo! Mas essa história de: eu não faço isso porque é trabalho de homem ou eu não faço isso porque é trabalho de mulher só mostra o quanto nós não evoluímos desde a Idade Média para cá (ou será que eu deveria dizer Idade da Pedra?). Os tempos mudaram e hoje em dia não cabe mais ficar se estapeando sem motivo. A verdade é que homens e mulheres têm qualidades e defeitos, facilidades e dificuldades devido ao seu sexo, mas não quer dizer que não existam mulheres que não saibam consertar carros e nem homens que não saibam cozinhar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acredito em uma união dos sexos ao invés de guerra, porque não há nada demais em dizer que você tem orgulho do seu parceiro, ou ajudar a sua mulher nos trabalhos de casa, quando ambos trabalham fora. Isso é respeito! Porque é injusto disfrutar de alguma forma do dinheiro que ela ganha e depois não ajudar a lavar a louça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Machismo e feminismo são mais uma prova do quando a humanidade ainda precisa amadurecer. Mas eu espero que essa nova geração de mulheres fortes de homens sensíveis aprendam a valorizarem-se mutuamente e trabalharem juntos, porque senão, nós viveremos até o Fim dos Tempos dormindo com o inimigo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-2769137682056638660?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/2769137682056638660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/homens-vs-mulheres-eterna-guerra-dos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2769137682056638660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/2769137682056638660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/homens-vs-mulheres-eterna-guerra-dos.html' title='Homens vs Mulheres: A Eterna Guerra dos Sexos'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SfMNfNHd49I/AAAAAAAAAHI/cVbNT8shT90/s72-c/couplePurpleFantasy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-228207977742916248</id><published>2009-04-19T09:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T03:10:41.179-07:00</updated><title type='text'>Informações sobre a publicação de Banshee - Os Guardiões</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SetOBCulHHI/AAAAAAAAAGw/vXkbJOWCsXw/s1600-h/fairy009.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326436764114820210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SetOBCulHHI/AAAAAAAAAGw/vXkbJOWCsXw/s320/fairy009.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Olá queridos leitores, familiares e amigos. Eu gostaria de informar que as preparações para a publicação do livro estão em sua reta final, mais precisamente falando a editora enviará o livro para a gráfica e em seguida um exemplar para mim, para que eu veja se está tudo como planejado ou se ocorreram erros. O início das vendas vai depender da minha rapidez (ou moleza hahahaha), mas farei de tudo para que ele saia o mais rápido possível. Cruzem os dedos por mim! Abaixo segue um pedacinho do primeiro capítulo para aguçar a curiosidade:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os primeiros raios de sol iluminavam a mansão branca. Brianna desativou o despertador; já estava de olhos bem abertos muito antes de ele começar a soar. Ela suspirou, a cabeça doía. Levantando-se lentamente, apoiando as mãos no colchão, a jovem passou a mão nos cabelos e respirou fundo. Segurou os longos cabelos escuros e enrolou-os em um nó. A noite havia sido péssima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela entrou no banheiro iluminado. Era grande, os azulejos largos e brancos de cima a baixo ajudavam a clarear o ambiente, o teto era rebaixado em gesso com lâmpadas imbutidas, dois degraus de mármore levavam à uma banheira abaixo da grande janela de vidro com cortinas brancas finas. Ao alto, um porta-toalhas, com toalhas limpas, acima da pia de mármore um espelho retangular. O balcão estava cheio de cremes e perfumes, e o chuveiro ficava à direita em um box grande, ao lado do sanitário em um nicho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olhou-se no espelho: a imagem não era das melhores, os olhos fundos denunciavam a ausência de descanso. Encheu a banheira, abriu as cortinas e colocou alguns sais de banho que estavam na borda. Brianna entrou, a água estava morna, ela esperava poder colocar sua mente em ordem ali dentro, mas a culpa caiu novamente sobre sua cabeça. Agora estava realmente triste, não deveria ter falado daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– O que foi que eu fiz? – ela se perguntou, chateada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechou os olhos. A briga da noite passada passava como um filme por seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: normal; "&gt;– Nada. Não acredito! Não pode ser! – disse Brianna em voz alta, enquanto dava um murro na mesa de mão fechada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cleona preparava o jantar e olhava-a de relance. A moça estava sentada em frente ao laptop, à cabeceira da mesa de frente para ela. A tutora não gostava quando a jovem usava coques. “Com os cabelos soltos você parece muito mais doce”, dizia a mulher sempre. Mas lá estava ela, em seu coque, olhando a tela irritada e apertando os dentes, deixando suas feições duras. Assim ela parecia tão forte, tão sensual, tão mulher. Talvez Iollan tivesse razão, ela tinha mesmo que descobrir a verdade. Embora Cleona soubesse da importância de Brianna, o seu egoísmo pessoal impedia-a de contar o que ela já deveria saber há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A impaciência de Brianna tirou Cleona de seus pensamentos. A moça balançava a perna velozmente, indicando o nervosismo excessivo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– O que tanto você procura, minha flor? – perguntou a mulher calmamente, mexendo o molho na panela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– O de sempre. – respondeu Brianna, seca. – A mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cleona virou-se para ela, botou uma mão na cintura e com a outra apoiou-se no balcão atrás de si.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Não entendi. – disse a mulher, confusa e preocupada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brianna respirou fundo e mirou Cleona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Há tempos atrás… eu fui a um detetive particular – disse, em desabafo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-228207977742916248?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/228207977742916248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/informacoes-sobre-publicacao-de-banshee.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/228207977742916248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/228207977742916248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/informacoes-sobre-publicacao-de-banshee.html' title='Informações sobre a publicação de Banshee - Os Guardiões'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SetOBCulHHI/AAAAAAAAAGw/vXkbJOWCsXw/s72-c/fairy009.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-8846753254161726452</id><published>2009-04-18T14:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T10:13:20.206-07:00</updated><title type='text'>Você já viu o vento?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SepImD4HnMI/AAAAAAAAAF4/ErluDAfoeYE/s1600-h/vento.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326149328031947970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SepImD4HnMI/AAAAAAAAAF4/ErluDAfoeYE/s320/vento.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Um textinho para a alma. Espero que gostem:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando ao Brasil de avião eu me deparei com uma imagem nova, intrigante... eu vi o vento, ele batia na quina da asa e voava por cima dela, e com a luz do sol refletida eu o enxerguei.&lt;br /&gt;Assim como todos, eu sei que o vento não se vê. O vento se sente, se escuta e até se cheira... Ele é transparente; invisível. Mas eu vi o vento. E naquele momento eu pensei em todas as coisas que eu sinto e não vejo, todas aquelas que fazem tanta diferença em minha vida quanto o vento, porém são intocáveis; inexplicáveis... E o mais importante, tão reais quanto o vento.&lt;br /&gt;Pensei nos momentos abatidos da vida, momentos de depressão, momentos esses no qual a alma vai sendo atingida por muitas dúvidas e angústias, que deixam o coração entristecido e o olhar fosco. Problemas que nós mesmos desenvolvemos, que atacavam-nos misteriosamente. Não sabemos de onde vêm, para onde vão, a única coisa que sabemos é que eles nos destroem como um furação destrói uma casa de concreto. A comparação foi inevitável. Esses períodos da vida são furacões, que não vemos, só sentimos. E derrubam os alicerces do nosso ser, com a violência de uma natureza que tem o que dizer, que precisa ser ouvida, sentida, tocada e vista...&lt;br /&gt;E quantas não são as vezes em que nos deixamos descarrilar por ódio, paixão ou dor? E quantas não são as vezes em que não lutamos contra esses sentimentos com o argumento de não vê-los? Eles nos destroem, nos derrubam, nos sufocam, nos deixam sem abrigo, sem futuro; sem esperança. É como nos sentimos nesses instantes.&lt;br /&gt;Somos covardes demais para nos desligarmos do nosso passado fantasma, que nos perseguem e assutam. E nós o deixamos quebrar nossas paredes. Sim, porque somos nós que não nos protegemos contra a força destrutiva dos ventos da vida, somos nós que recusamo-nos a construir uma moradia mais forte para alma. Nós os deixamos varrer nossa dignidade, amor próprio e motivação...&lt;br /&gt;Naquele segundo eu quis chorar lágrimas transparentes, mas verdadeiras e presentes. Porque ali, sobre as nuvens eu tive a resposta que os deuses me prometeram, eu vi o que não se pode ver; e ele me deu a certeza de que a invisibilidade de um sentimento não diminui o perigo que ele representa e que assim como os tornados, arrasta, machuca e desabriga; mas também pode acariciar e tornar ainda mais agradáveis as noites de verão. Porque bem e mal andam de mãos dadas em uma só criatura para o equilíbrio das vidas e é preciso saber lidar com eles para reerguer as paredes destruídas... É... eu compreendi que eu deveria refazer os meus alicerces, porque o vento que me jogou no chão mostrava-me sua face pela primeira vez em sinal de ajuda. Eu me levantei e segui em frente, pois eu enxerguei o impossível... E você? Você já viu o vento? &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-8846753254161726452?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/8846753254161726452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/voce-ja-viu-o-vento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8846753254161726452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/8846753254161726452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/voce-ja-viu-o-vento.html' title='Você já viu o vento?'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SepImD4HnMI/AAAAAAAAAF4/ErluDAfoeYE/s72-c/vento.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-5887087095240933362</id><published>2009-04-16T14:37:00.002-07:00</published><updated>2009-05-13T06:24:23.086-07:00</updated><title type='text'>O Rio de Janeiro continua... violento!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SeelaowVZ9I/AAAAAAAAAFw/Bx-ElWq6jek/s1600-h/rio3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325406961424230354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SeelaowVZ9I/AAAAAAAAAFw/Bx-ElWq6jek/s320/rio3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mais uma realidade dura, que me persegue e me tira o sono. Pois é, pessoal, eu sou carioca! E como todo bom carioca amo o meu Rio, a cidade maravilhosa, mas de maravilhoso se vê muito pouco. É muito triste ver um lugar tão bonito, tão cheio de vida se perder assim. Não sei exatamente de quem é a culpa, mas a gente não sente a coisa mudar.&lt;br /&gt;Um brasileiro que mora em outro país e principalmente um que veio do Rio tem que se acostumar com as brincadeiras e perguntinhas: “Você é bonita, porque é do Brasil.” “Sabe sambar?” “Você conhece algum jogador de futebol?” As pessoas fazem piada, mas está tudo bem, os brasileiros também me perguntam se eu posso levar salsicha daqui. São clichês, coisas que não nos deixarão nunca, o negócio é levar na esportiva e não brigar, coisas deste tipo são geralmente inocentes. Mas existe também o lado ruim de ser um carioca no estrangeiro, são as incessantes reclamações e declarações. “Eu acho o Rio lindo, mas eu confesso que tenho medo.” “É verdade que é melhor não sair de bolsa?”&lt;br /&gt;Para falar a verdade, se comparado com países menores (em área geográfica) o índice de criminalidade no Rio de Janeiro é mais ou menos o mesmo que o de Berlin na Alemanha. Mas não dá para comprarar. O que há com as escolas, Brasil? O que há com a educação desse povo? Onde estão as suas oportunidades? O que há com o salário dos policiais? É patético ver que num país que pede tanto imposto, aqueles que arriscam suas vidas pelo bem dos outros são mal pagos. (Não é, galera do Mensalão?!!!) E desde quando, não é mesmo?... E &lt;em&gt;até quando&lt;/em&gt;? Todo mundo fala em mudança. Prometem mundos e fundos, mas cadê? Nada muda! Só piora. Eu tento defender, eu tendo retrucar, mas as pessoas dizem a verdade! Os turistas temem o Rio; e nós também. O meu amor se mistura com a vergonha e a indgnação quando digo que sou carioca. Sim, eu tenho orgulho de ser carioca! Mas essa ausência de respostas está escurecendo o meu sorriso. Eu queria poder ouvir Tom Jobim sentada no calçadão de Copacabana ao fim da tarde, sem medo de um arrastão ou de uma bala perdida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós queremos e precisamos de respostas, nós gostaríamos de beber a nossa água de coco em paz; sem medo. Nós necessitamos de um Rio seguro, porque lindo ele sempre será...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-5887087095240933362?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/5887087095240933362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/o-rio-de-janeiro-continua-violento.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5887087095240933362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5887087095240933362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/o-rio-de-janeiro-continua-violento.html' title='O Rio de Janeiro continua... violento!'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SeelaowVZ9I/AAAAAAAAAFw/Bx-ElWq6jek/s72-c/rio3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-244870190085919645</id><published>2009-04-11T10:33:00.001-07:00</published><updated>2009-07-22T08:31:15.243-07:00</updated><title type='text'>Preconceito, Marginalização e Criminalidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SeDUoRwF3vI/AAAAAAAAAC8/OzLnHejJ_uw/s1600-h/CadeiraDeRodas.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323488547976896242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SeDUoRwF3vI/AAAAAAAAAC8/OzLnHejJ_uw/s320/CadeiraDeRodas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; O preconceito é um tema muito presente em Banshee – Os Guardiões, muitos personagens (quando vocês lerem o livro saberão quais) sofrem com atitudes preconceituosas. E quantas pessoas não vivem isso todos os dias?&lt;br /&gt;Ser diferente dos outros sempre foi um motivo para ser deixado de lado; poucos conseguem aceitar essas diferenças e fazer disso uma coisa boa. Um caso de preconceito com o fim trágico é a marginalização. Vítimas do preconceito são freqüentemente marginalizadas, pois pessoas que não se “encaixam” nos padrões impostos pela sociedade não recebem atenção e isso, muitas vezes, leva à criminalidade. É claro que nem todos os criminosos sofreram com atitudes preconceituosas e nem todas a vítimas de preconceito tornaram-se assassinos, mas não dá para negar uma conexão entre as duas coisas.&lt;br /&gt;Eu me lembro da reportagem “Falcão – Meninos do Tráfico” da Rede Globo sobre as crianças nas favelas cariocas. Acho que foi uma das coisas mais chocantes que eu já vi na vida. Aqueles garotos sabem mexer em armas das quais eu nem mesmo sei o nome. O Brasil inteiro ficou apavorado, foi uma polêmica enorme... Pau no governo, no sistema e por aí vai. Mas, espera aí! Eu tenho uma pergunta: será que todas essas pessoas que criticaram Deus e o mundo, que culparam a presidência e o senado, aceitariam um menino pobre do Morro do Alemão na mesma sala de aula que a sua filhinha de família nobre? Eu acho que não! É muito fácil sair “atirando farpas” nas autoridades (que têm sim muita culpa no cartório) e acabar "abafando" a própria culpa. O medo de que este menino, possivelmente, pudesse tentar alguma coisa ruim contra a criança rica (ou de classe média) já é um preconceito.&lt;br /&gt;O fato é que a maioria das pessoas nem sequer daria uma chance à essas crianças. Elas já são marginalizadas pelo endereço onde vivem, pela cor da pele e pela família (o pai prisioneiro talvez). Eles não têm a oportunidade de se mostrarem melhores que isso tudo. O preconceito é um vírus mortal, e o pior, ele é hereditário. Pense nisso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-244870190085919645?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/244870190085919645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/preconceito-marginalizacao-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/244870190085919645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/244870190085919645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/preconceito-marginalizacao-e.html' title='Preconceito, Marginalização e Criminalidade'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SeDUoRwF3vI/AAAAAAAAAC8/OzLnHejJ_uw/s72-c/CadeiraDeRodas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836995857769463576.post-5076366883852397724</id><published>2009-04-10T15:10:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T06:48:32.075-07:00</updated><title type='text'>Sinopse de Banshee - Os Guardiões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SliYKh1VHhI/AAAAAAAAAJo/o-LJieI4poQ/s1600-h/coverfoto2+-+Kopie.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357199063405370898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SliYKh1VHhI/AAAAAAAAAJo/o-LJieI4poQ/s320/coverfoto2+-+Kopie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/Sd_EABPZcEI/AAAAAAAAACM/n3zi3DJcZjE/s1600-h/Nany.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de passar milhares de anos lutando contra o filho Sanerán pela posse do Amor e finalmente prendê-lo no Submundo, os Deuses da Criação descem até Banshee para deixar o sentimento, materializado em unicórnios, sob a guarda do planeta.&lt;br /&gt;Durante séculos Banshee viveu em harmonia. As Grandes Rainhas lideraram por anos um exército imbatível e leal, que conseguiu manter os unicórnios protegidos da Maleficus Animus, irmandade fundada para honrar ao deus Sanerán, a quem jurou tomar o Amor e para lhe entregar.&lt;br /&gt;A guarda real mantinha a guerra sob controle, até que a Grande Rainha Eleanor foi seqüestrada e morta, quebrando a força do Triângulo do Poder. O caos dominou Banshee, e as pequenas rainhas tiraram os seus guerreiros das tropas de Cillighan, o país da Grande Rainha.&lt;br /&gt;Agora, a única maneira de estabilizar a magia branca em Banshee e devolver a esperança aos bansheeanos era trazer de volta a princesa Brianna. Mas, ainda pequena, a moça fora enviada para a Terra, e passou a vida inteira sem saber de sua origem. Devido a sonhos assustadoramente reais, o idioma estranho que às vezes falava, e as consideradas alucinações, ela acabou por se convencer de que tinha esquizofrenia e levou a sério seu tratamento.&lt;br /&gt;Retornar à Banshee é um passo apavorante em sua vida. Ela precisa aprender a lutar como uma guerreira e reunificar seu reino para reforçar seu exército até a Primeira Grande Batalha da Guerra Final, tendo que ser treinada pelo belo, misterioso e arrogante capitão Lugh, por quem se apaixona.&lt;br /&gt;Com bom humor e muito charme, Brianna tenta, em meio a muitas aventuras e segredos, tornar-se a rainha que o seu reino espera que seja; e com coragem arrisca-se em suas viagens e no complexo triângulo amoroso em que se envolve.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836995857769463576-5076366883852397724?l=bansheethebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bansheethebook.blogspot.com/feeds/5076366883852397724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/resumo-de-banshee-os-guardioes.html#comment-form' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5076366883852397724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836995857769463576/posts/default/5076366883852397724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bansheethebook.blogspot.com/2009/04/resumo-de-banshee-os-guardioes.html' title='Sinopse de Banshee - Os Guardiões'/><author><name>Ariane de Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12518951903625627291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SuC6-VgbgHI/AAAAAAAAAKc/hP9SGGE1NOw/S220/3d_fogovulcania.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NBalxTt1Mb4/SliYKh1VHhI/AAAAAAAAAJo/o-LJieI4poQ/s72-c/coverfoto2+-+Kopie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry></feed>
